Variava entre olhar para sua clavícula, que subia e descia rapidamente, e para sua boca entreaberta. Ela parecia querer dizer algo algumas vezes, mas desistia, como se não quisesse ser a primeira a falar sobre. No fundo, ela devia saber que eu estava aqui para falar sobre o beijo. Dividíamos um café, e nos encarávamos sem dizer nada, era sufocante, e eu já estava quase forçando algo para sair de minha garganta, nem que fosse apenas um rugido, quando ela mesma iniciou a conversa, me surpreendendo. — Não está tudo bem, não é? — encolheu seus dedos envolta do copo. — Por que diz isso? — Bem — sorriu de forma gentil. —, faz muito tempo que você não aparece aqui, e está cheirando à uísque. Você dirigiu até aqui nessas condições? Tanto que aviso pra você tomar cuidado... — Você se preocupa

