O silêncio dentro da casa parecia mais pesado do que qualquer outra coisa que Lívia e Daniel haviam enfrentado até aquele momento. Não era apenas ausência de som. Era um silêncio profundo, quase sólido, como se cada canto da casa estivesse mergulhado em uma espera antiga. Daniel manteve a lanterna firme enquanto observava os símbolos gravados no chão. A luz revelava linhas finas, curvas delicadas e formas geométricas que lembravam, de forma inquietante, as inscrições que haviam encontrado nas cavernas da colina. Mas havia algo ainda mais perturbador. Esses símbolos estavam dentro da casa. — Eles continuam… — murmurou Lívia. Daniel moveu a lanterna lentamente pelo corredor. E ela estava certa. Os símbolos seguiam adiante. Começavam perto da escada, atravessavam o corredor e desapare

