O som continuava e estava cada vez mais perceptível, não era alto, Não era violento, muito pelo contrário, era suave demais para ser ignorado e estranho demais para ser confundido com qualquer ruído comum do hospital. Era um arrastar lento, ritmado, quase como se algo se movesse deliberadamente pelo corredor, mas tentando não ser percebido. Ainda assim, o silêncio profundo da madrugada tornava impossível ignorá-lo. Cada pequeno som parecia ecoar pelas paredes brancas do hospital, espalhando-se pelo ar como uma presença invisível que se aproximava lentamente. Lívia sentiu os músculos do corpo enrijecerem. Seu olhar cruzou rapidamente com o de Daniel, e os dois compreenderam imediatamente que estavam ouvindo exatamente a mesma coisa. Eduardo também. Os dedos dele se moveram novamente, des

