Capítulo 58

1046 Palavras

A madrugada avançava lentamente, mas dentro do hospital o tempo parecia mover-se de forma diferente, como se cada minuto estivesse sendo esticado por uma força invisível que transformava instantes simples em períodos intermináveis de expectativa e tensão. O quarto onde Lívia, Daniel e Eduardo estavam parecia isolado do restante do mundo, como se tivesse sido separado da realidade comum por uma camada silenciosa de algo antigo, algo que vinha da colina e que agora parecia se infiltrar em cada detalhe do ambiente. Depois do sussurro de Eduardo, o silêncio voltou a dominar o espaço, mas não era um silêncio normal. Era pesado, carregado, quase como se estivesse vivo. Lívia continuava segurando a mão do irmão, mas agora seus dedos estavam frios, e a respiração dele permanecia irregular, embora

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