Capítulo 59

1331 Palavras

O telefone permanecia imóvel, silencioso, como se tivesse absorvido toda a tensão do quarto e recusasse emitir qualquer som. Mas a sensação que dominava Lívia, Daniel e Eduardo não diminuía. Era como se o ar, mesmo aparentemente normal, estivesse carregado de algo invisível, algo antigo, algo que não pertencia ao hospital. Cada molécula parecia conter energia pesada, uma consciência silenciosa que observava, julgava e esperava. Lívia sentiu seus pulmões se encherem com dificuldade, como se cada respiração fosse interrompida por fios invisíveis que se enrolavam ao redor do seu corpo, impedindo-a de se mover ou agir com naturalidade. Ela continuava segurando a mão de Eduardo. O leve tremor que percorria os dedos dele não era apenas físico; parecia uma reação instintiva à presença que permea

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