Capítulo 61

1648 Palavras

Durante alguns minutos depois das últimas palavras de Eduardo, o quarto permaneceu mergulhado em um silêncio tão espesso que parecia possível tocá-lo. Não era apenas ausência de som; era um silêncio carregado de expectativa, como se algo estivesse prestes a acontecer e o próprio ambiente aguardasse o momento exato para reagir. Lívia continuava ao lado da cama do irmão, ainda segurando sua mão. O calor da pele dele era real, humano, mas ao mesmo tempo havia algo estranho na forma como sua respiração oscilava, como se o corpo estivesse em um lugar e a mente em outro completamente diferente. Ela tentou concentrar-se apenas no que podia ver. O monitor cardíaco. A janela. A cadeira ao lado da cama. O corredor do hospital além da porta. Coisas reais. Coisas normais. Mas isso durou apenas

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