O ar na mansão parecia denso e pesado, como se a própria casa respirasse com um ritmo lento e calculado. Helena não conseguia escapar da sensação de que algo estava prestes a acontecer. Os minutos se arrastavam enquanto ela tentava, sem sucesso, afastar as imagens da noite anterior. O toque de Enzo ainda queimava em sua pele, e o som de sua voz, carregado de desejo e autoridade, se repetia em sua mente, como um eco. Ela se levantou da cama e foi até a janela, tentando tomar uma respiração mais profunda, mas o que ela sentia não tinha nada a ver com a necessidade de ar. Ela sentia um vazio, um mistério ao redor de Enzo, algo que a atraía e a repelisse ao mesmo tempo. Não era apenas o desejo físico. Era algo mais sombrio, mais perigoso. Foi quando ela ouviu as vozes. Baixas e intensas, co

