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Entre o Desejo e o Dever

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predestinado
os opostos se atraem
herdeiro/herdeira
drama
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Sinopse

Helena Montenegro sempre soube que seu destino não lhe pertencia. Filha de uma das famílias mais poderosas do país, seu casamento foi selado antes mesmo de ela compreender o significado do amor. O noivo? Enzo Vasconcellos, um homem frio, controlador e misterioso, cuja reputação é cercada por segredos e rumores perigosos.

Para Helena, o casamento é uma sentença. Para Enzo, um jogo cuidadosamente calculado. O que nenhum dos dois esperava era que a atração entre eles fosse tão intensa quanto as mentiras que os cercam. Enquanto Helena luta para manter seu coração protegido, Enzo esconde a verdade por trás de seu olhar impenetrável: um desejo proibido, um passado marcado por traições e um sentimento que pode mudar tudo.

No meio desse casamento arranjado, um círculo de intrigas ameaça destruir tudo o que conhecem. Amantes do passado ressurgem, segredos são revelados, e a linha entre paixão e ódio se torna perigosamente tênue. Quando a verdade vier à tona, Helena e Enzo precisarão escolher entre o poder, a vingança e o amor que jamais planejaram sentir.

Em um jogo de sedução e desejo, quem cederá primeiro?

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Capítulo 1 – A Promessa
O som dos saltos de Helena Montenegro ecoava pelo mármore reluzente do salão principal da mansão da sua família. O vestido vermelho que usava abraçava cada curva do seu corpo como se tivesse sido feito para provocar. Ondas dos seus cabelos escuros caíam soltas sobre os ombros, e sua pele morena parecia brilhar sob as luzes quentes dos lustres. Ela descia os degraus com a postura impecável de quem foi treinada para carregar um sobrenome de prestígio. Mas, por dentro, fervia de irritação por ter sido convocada por seu pai sem explicação. O ar estava carregado com o aroma amadeirado dos charutos que o seu pai costumava fumar. Mas havia um novo cheiro no ambiente – algo másculo, envolvente, que fez o seu corpo reagir antes mesmo de identificar a origem. E então, ela o viu. O homem parado ao lado de seu pai irradiava um magnetismo avassalador. Alto, com ombros largos que preenchiam perfeitamente o terno preto, Enzo Vasconcellos era a definição de poder. O olhar intenso e escuro percorreu lentamente, analisando-a sem pressa, sem disfarçar. Um arrepio subiu pela espinha de Helena, mas ela disfarçou, mantendo a expressão fria. Seu pai pigarreou, quebrando o silêncio tenso. — Helena, este é Enzo Vasconcellos. Seu futuro marido. Ela parou de respirar. O salão parecia girar ao seu redor. Por um segundo, ela achou que tinha entendido errado. — O quê? — A palavra saiu de sua boca como um sussurro incrédulo. Seu pai continuou com a mesma calma calculista de sempre. — Esse casamento foi arranjado há anos. Uma promessa entre as nossas famílias. Agora chegou a hora de cumpri-la. A raiva explodiu dentro dela. — Isso é ridículo! — Helena deu um passo à frente, os olhos faiscando. — Eu não sou um objeto para ser negociado! Enzo não demonstrou surpresa. Ele apenas a observava, a boca curvada em um sorriso lento e perigoso. — Não é uma negociação, Helena. É um destino selado. A forma como ele disse seu nome fez seu estômago revirar. Era como se ele já a possuísse. Como se soubesse que, no final, ela acabaria cedendo. Seu corpo reagiu antes que sua mente pudesse processar. O calor subiu pelo seu peito, pelo seu pescoço. Ela odiava aquilo. Odiava a forma como ele a olhava. Odiava o efeito que aquele homem tinha sobre ela. Mas, acima de tudo, odiava o fato de que parte dela estava fascinada. Ela cruzou os braços, cerrando os dentes. — Meu pai pode ter feito essa promessa, mas eu não fiz. Não vou me casar com um estranho. Dessa vez, Enzo riu. Um som baixo, rouco, carregado de diversão e algo mais… algo que fez um arrepio pecaminoso percorrer sua pele. — Estranho? — Ele inclinou a cabeça, os olhos escuros brilhando. — Você está certa, Helena. Não nos conhecemos ainda. Mas não se preocupe… teremos bastante tempo para isso. Ela sentiu o sangue ferver. — Você fala como se isso já estivesse decidido. Ele se aproximou, e a presença dele era sufocante. O cheiro, a postura, a forma como ele dominava o espaço ao redor… tudo nele exalava controle. — Porque está. Helena riu sem humor. — Você é sempre tão arrogante? — Apenas quando sei que estou certo. O silêncio entre eles era elétrico. O ar parecia carregado de tensão, e cada célula do corpo de Helena gritava para que ela se afastasse. Mas ela não conseguiu. Os olhos dele eram hipnotizantes. Escuros, intensos, como se pudessem enxergar além das palavras que ela dizia. Como se entendessem cada batida acelerada de seu coração. Ela mordeu o lábio inferior, tentando ignorar o calor que se espalhava entre suas coxas. O que diabos estava acontecendo com ela? Enzo pareceu notar. Seu olhar deslizou para sua boca, e algo predador brilhou em seus olhos. — Você pode lutar o quanto quiser, Helena. Mas, no final… será minha. A promessa foi sussurrada contra sua pele, e seu corpo reagiu antes que sua mente pudesse processar. Seus s***s ficaram mais sensíveis sob o tecido fino do vestido. O calor em seu ventre se intensificou. O desejo era tão súbito quanto devastador, e ela odiou isso. Odiou o fato de que queria saber como seria sentir aqueles lábios em sua pele. Ela engoliu em seco, obrigando-se a recuar. — Nunca. A palavra saiu firme, mas por dentro, ela já começava a duvidar. Enzo sorriu novamente, mas dessa vez, havia um brilho de triunfo em seu olhar. — Veremos. Seu pai pigarreou novamente, chamando a atenção de Helena de volta à realidade. — Esse casamento vai acontecer, goste você ou não. Amanhã cedo, começaremos os preparativos. O pânico tomou conta dela. — Você não pode estar falando sério! Seu pai a olhou com frieza. — Você sabe o que está em jogo. Sabe o que vai acontecer se não cumprir essa promessa. Helena fechou as mãos em punhos, sentindo as unhas cravarem na palma. Sim, ela sabia. Conhecia os riscos. Mas aquilo não fazia com que engolir a decisão fosse mais fácil. Ela lançou um último olhar para Enzo, que a observava com aquela expressão que a fazia se sentir despida. Vulnerável. Ele sabia que já a tinha. Sabia que ela não tinha para onde correr. E, pior, sabia que a atração entre eles era inegável. Helena virou nos calcanhares e saiu do salão, com o coração disparado. Mas, enquanto subia as escadas, sabia que não estava fugindo de Enzo. Estava fugindo de si mesma. Porque, no fundo, sentia que se entregaria àquele homem muito antes do casamento. E quando isso acontecesse… não haveria volta. Helena trancou a porta do quarto atrás de si e apoiou as mãos na madeira fria, tentando recuperar o controle sobre sua respiração acelerada. Seu coração ainda martelava contra o peito, e o calor que Enzo despertara em seu corpo se recusava a desaparecer. Ela caminhou até a janela e afastou a cortina, deixando a brisa da noite esfriar sua pele febril. O reflexo no vidro mostrava uma mulher que sempre se orgulhou de sua força, mas que, naquele momento, parecia assustada. Indefesa. "Não. Eu não sou uma presa fácil", pensou, cerrando os dentes. Precisava encontrar uma maneira de sair daquela situação. Seu pai poderia achar que controlava sua vida, mas Helena nunca aceitara ordens de ninguém. E não seria agora que começaria. O som de uma batida firme na porta a fez virar de súbito. Seu coração deu um salto. — Helena. — A voz grave atravessou a madeira. — Podemos conversar? Enzo. O sangue pulsou em seus ouvidos. O que ele queria agora? Ela poderia ignorá-lo, mas algo dentro dela queria ouvir sua voz de novo, queria ver aquele olhar intenso que a desafiava de maneiras que nenhum homem jamais ousara. Respirando fundo, ela girou a maçaneta e abriu a porta, mantendo-se firme. Enzo estava ali, encostado no batente, mãos nos bolsos do terno impecável. O perfume amadeirado e viciante dele preencheu o ar entre os dois, tornando difícil para Helena manter a compostura. — Já disse que não vou me casar com você. — Sua voz saiu mais firme do que ela esperava. Os lábios dele se curvaram em um meio sorriso, como se achasse graça na resistência dela. — Não estou aqui para convencê-la. — Ele inclinou a cabeça ligeiramente, seus olhos escuros percorrendo seu rosto. — Ainda. Ela cruzou os braços, tentando ignorar o arrepio que percorreu sua pele. — Então, por que está aqui? Enzo suspirou, como se fosse óbvio. — Porque quero entender o que a faz acreditar que tem escolha. A provocação fez seu sangue ferver. — Eu sempre tenho escolha. Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. Helena sentiu seu corpo reagir imediatamente, e odiou isso. — Se realmente acreditasse nisso, não estaria tremendo agora. — Sua voz era um sussurro sedutor. Ela prendeu a respiração, forçando-se a não recuar. Enzo notou e sorriu, como se apreciasse o desafio. — Você pode lutar contra isso, Helena. Mas, no final, não será uma promessa que nos unirá. — Ele ergueu a mão e roçou um dedo na pele quente de seu braço. — Será o desejo. Ela engoliu em seco, cada fibra de seu ser clamando para afastá-lo. Mas, ao mesmo tempo, queria saber até onde ele iria. Até onde ela permitiria que ele fosse. — Você é insuportável. — Sua voz saiu rouca, mais fraca do que pretendia. Enzo inclinou-se ainda mais, os lábios quase tocando sua orelha. — E você é deliciosa quando está irritada. Helena empurrou-o para longe, os olhos faiscando de raiva. — Não brinque comigo, Enzo. Ele riu baixo, e o som reverberou dentro dela. — Eu nunca brinco, Helena. Tudo o que eu faço, faço com um objetivo. E, no momento, o meu objetivo é você. Ela queria odiá-lo. Precisava odiá-lo. Mas, naquele instante, tudo o que conseguia sentir era um desejo proibido queimando dentro dela. E isso era o que mais a assustava.

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