O salão estava repleto de figuras proeminentes, cercadas por luxos e sorrisos frios. Uma mistura de risos altos e palavras ditas de forma automática criava uma cortina de falsidade que envolvia todos ali. Helena sentia a tensão crescer em seu peito, como se a atmosfera densa daquele lugar estivesse comprimindo sua respiração. Ela odiava aquele mundo, mas principalmente, odiava o papel que lhe foi dado nesse teatro. Ela não pertencia a esse lugar, não naquele momento. As pessoas ao seu redor, com suas conversas vazias e olhares interessados demais, faziam-na sentir-se cada vez mais distante. Tudo parecia uma encenação bem ensaiada, mas naquele momento, ela estava decidida a derrubar o palco. Ela ajustou o cabelo e deu um gole em sua taça de champanhe, a sensação do líquido borbulhante des

