Último Capítulo — Yolanda Eu nunca imaginei que a felicidade pudesse ter peso. Mas tem. Tem cheiro, tem som, tem calor. Tem nome. Antônio. Olhar para o meu filho dormindo no berço transparente do hospital ainda me parece irreal, como se alguém pudesse entrar a qualquer momento e dizer que tudo aquilo não passou de um sonho bonito demais. Ele nasceu forte, saudável, grande, com aquele choro que encheu a sala e arrancou de mim um grito misturado com riso e lágrimas. Um choro que anunciou vida, vitória, recomeço. O amor da nossa vida. Meu e do Thiago. Nosso milagre. Quando colocaram o Antônio no meu peito pela primeira vez, eu senti como se tudo que eu já tivesse vivido tivesse feito sentido só para chegar ali. Cada dor engolida em silêncio, cada medo guardado no fundo do peito, cada lágri

