Isabel Narrando Eu nunca imaginei que meus olhos pudessem ver tanta beleza junta. Angra parecia saída de um sonho, cada cor, cada cheiro, cada som do mar batendo. Tudo brilhava. Até o ar parecia diferente, leve, bonito. Eu caminhava pela casa da tia Mônica devagar, como se tivesse medo de destruir a magia só de tocar. E o Falante, ai, Dios mío, ele tava sendo um príncipe comigo. Nunca ninguém me tratou assim. Ele me dava a mão, ajeitava meu cabelo, sorria pra mim como se eu fosse a coisa mais preciosa que ele já segurou. Até comida na minha boca ele deu. — Abre a boquinha, princesa — ele disse rindo. Eu fiquei com vergonha, mas abri. O coração quase saiu pela boca também. Depois do banho, à noite, fiquei olhando meu vestido por uns segundos. Era longo, leve, cor de creme, daqueles qu

