Beni Narrando Quando eu fechei a porta do quarto e vi a Lucinda ali, parada, linda daquele jeito simples e absurda de perfeita, eu senti o coração bater diferente. Não era só desejo, era responsabilidade. Era amor. Era a certeza de que aquele momento não era qualquer coisa. Era a nossa primeira vez. Eu sabia. Desde o começo eu sabia. O primeiro beijo dela tinha sido meu. E agora, eu era o primeiro homem a tocar nela desse jeito. E, dentro de mim, não existia dúvida nenhuma: eu também serei o último. Cheguei perto devagar, como quem pisa em chão sagrado. Toquei o rosto dela com a mão tremendo um pouco, confesso. Não de medo, mas de emoção mesmo. Eu tava orgulhoso pra c*****o. Orgulhoso de ser escolhido, de ser confiado, de ser amado por uma mulher como ela. — Eu te amo, Lucinda — falei

