148 - Lucinda

1243 Palavras

Lucinda Narrando Depois do café, a gente não perdeu tempo. Saímos juntos e seguimos direto pra boca. O dia já tinha começado quente no Alvorada, rádio chiando, gente subindo e descendo, cada um no seu corre. Assim que cheguei, senti aquele peso bom de responsabilidade. Não é vaidade, é consciência do lugar que eu ocupo agora. Chamei alguns vapores. Os de sempre. Os que eu confio, os que trabalham sem falar demais. Dei missão clara, objetiva, sem espaço pra erro. Cobrança aqui, observação ali, ajuste em dois pontos que eu já vinha analisando desde cedo. Todo mundo ouviu calado, cabeça baixa, respeito. Do jeito que tem que ser. Um detalhe foi sentido na hora: eu não chamei o Coiote. E não chamei de propósito. Não confio nele. Nunca confiei. O Beni saiu logo depois pra resolver um b.o qu

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