Lucinda Narrando Chegou o dia. Meu aniversário. Dezoito anos. Acordei com barulho, risada, cheiro de café e aquele sentimento estranho de que alguma coisa grande tava começando. Ainda tava meio sonolenta quando senti um peso leve em cima de mim. Abri os olhos e vi meu precioso. Antônio. Meu sobrinho. Sentado na minha barriga, batendo palminha e sorrindo daquele jeito banguela que desmonta qualquer coração. Yolanda tava ao lado da cama, rindo, enquanto minha mãe, Isabel e a tia Mônica enchiam o quarto. — Feliz cumpleaños, mi amor. (Feliz aniversário, meu amor.) — disse minha mãe, se aproximando pra beijar meu rosto. — Dieciocho años, Lucinda. (Dezoito anos, Lucinda.) — Yolanda falou, emocionada. — Nuestra niña está creciendo. (Nossa menina está crescendo.) — completou Isabel, ajeitand

