129 - Lucinda

1136 Palavras

Lucinda Narrando Beni já tá em casa. Ainda cheio de restrição médica, fisioterapia todo dia. Ele reclama, claro, diz que já tá bom, que aguenta voltar pro corre, mas eu sei que ainda não dá. Mesmo assim, faz os exercícios certinho. Eu ajudo em tudo. Seguro, conto repetição, puxo quando ele desanima. Ver ele ali, tentando recuperar o próprio corpo, dá um aperto no peito que eu nem sei explicar. Depois do treino, eu vou pra casa dele e passo o dia inteiro lá. Não é sacrifício nenhum. A gente fica jogado no sofá, videogame ligado, ele xingando quando perde, eu rindo. Às vezes nem falamos nada, só ficamos deitados, meu corpo encaixado no dele, sentindo que ali é meu lugar. Hoje, do nada, ele largou uma bomba. — Luli… — ele falou, meio sério demais. — Tava pensando numa parada. Olhei pra

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