Hades Narrando Bati na porta do quarto do Falante já dando dois socos secos, daquele jeito que ele sabe que é comigo. A porta abriu com ele coçando o olho. — Que foi, Gigante? — perguntou, a voz embolada de sono. — Fica de olho na quebrada aí. — falei direto. — Vou descer. Ele franziu a testa, acordando de vez. — Descer pra onde? — Engenho da Rainha. Ele piscou umas três vezes. — Carälho, Hades, o que tá pegando? Passei a mão na barba, já irritado só de lembrar. — Tem um professorzinho aí, Fábio. Folgado demais, elogiando demais a minha mulher. — minha voz saiu seca, pesada. — Vou lá bater um papinho com ele. Falante deu um sorriso torto, abanando a cabeça. — Então esse professor tá födido. — Tá mesmo. — respondi já virando as costas. — Bora trabalhar. Chamando dois dos meu

