Luiza Narrando Essas últimas semanas foram, sei lá, eu nem sei nomear. Um inferno. Um caos. Um buraco sem fundo. Minha mãe foi transferida de hospital porque disseram que lá ela ia ter mais recurso, mas na real só adiaram o inevitável. No fim, ela morreu. Assim. De repente. E tudo que eu tinha era um papel mäl impresso com horário e causa da morte. Eu fiquei rodando pela casa igual alma penada, sem chão. Querendo ou não, éramos só nós duas no mundo. Minha mãe sempre foi meu porto, meu escudo, minha força mesmo quando a vida esmagava ela. E agora? Agora era só silêncio e vazio. Me arrependi, das vezes que desejei a morte dela. Meu irmão? Hades? Aquele idïota? Ele nunca quis saber dela. Nunca se importou. Teve a chance de se aproximar dela, mas prefirou enxotar, como se ela fosse um desc

