131 - Beni

1207 Palavras

Beni Narrando Ainda tô nessa pörra de fisioterapia. Todo santo dia. Alongamento, força, exercício chato pra Carälho. O corpo até responde, mas a cabeça… a cabeça já tá lá fora há muito tempo. Dá uma saudade absurda de dar grau com a Lucinda na garupa, sentir o peso dela atrás de mim, o braço firme na minha cintura. Saudades de fazer missão, de tá no corre, de jogar bola com os moleque enquanto ela ficava sentada olhando, rindo, me secando sem nem perceber. Mas não. O chefe não deixa. E a Lucinda muito menos. Os dois em cima de mim igual mãe velha. — Todavía no, Beni. (Ainda não, Beni.) — ela fala, séria. — Segue tudo à risca — o chefe completa. Então minha rotina virou isso: fisioterapia, casa, fisioterapia, casa. Parece castigo. De noite eu fico rolando na cama igual peixe fora d’ág

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