151 - Lucinda

1338 Palavras

Lucinda Narrando Não foi surpresa nenhuma quando o Beni sentou comigo, sério, daquele jeito que eu já conheço, e soltou de uma vez: — O traidor é o Coiote. Eu nem arregalei o olho. Nem suspirei. Nada. Por dentro, só confirmei o que meu instinto já gritava faz tempo. Aquele moleque sempre se achou mais do que é. Anda com o peito estufado, fala demais, observa demais. Gente assim não erra por acaso, erra por caráter. Vacilão nato. Concordei com a cabeça e falei o óbvio: — Ese tipo nunca me engañó. (Esse cara nunca me enganou.) A gente decidiu não perder tempo. Chamei o Hades pra sentar comigo em casa. Nada de conversa atravessada, nada de rádio. Olho no olho. Contamos tudo: os movimentos estranhos, a ausência dele nas missões, a postura desafiadora, e agora a confirmação de que ele

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