O AMOR MERECE A NOSSA CORAGEM.

2921 Palavras
❝Mas é que uma hora, quando você menos espera, a vida muda e muda muito, parece que não, mas com o passar dos anos, quando você vai ficando mais velho e mais maduro, as coisas mudam. Você passa a ter um novo olhar sobre a vida, já não tolera certas coisas e já não faz outras. É isso, um dia você acorda e se dá conta de que já não é mais o mesmo, um dia você acorda, abre a janela, respira o ar puro e sente a vida entrando nos pulmões e se dá conta que são os pequenos detalhes que importam, que o simples fato de ainda respirar, já faz a vida valer a pena.❞ — Caren B. •| ⊱✿⊰ |• Quando eu era mais nova meu sonho era dar certo na vida, ter sucesso. Mas, provavelmente não é o mesmo sucesso que você está pensando.  Por que deveríamos estar com tanta pressa de ter sucesso? E o que seria esse tal ''sucesso'' Pra mim conseguir terminar um bom livro, pode ser considerado sucesso. Conseguir fazer minha irmã rir. Nicolas e eu conseguimos montar o guarda roupa, após uma longa mudança. Sucesso é ter tempo para fazer meus exercícios. Algo que sempre procrastino devo assumir. Não sei mas cresci querendo me desfazer dessa ideia de que todos temos que está no mesmo caminho. Se uma pessoa não acompanha esse o ritmo, talvez seja porque ouve um baterista diferente. Deixe-o acompanhar a música que ele ouve. Oras! Reafirmo que sucesso mesmo é ser feliz. E eu era até ontem, estou tensa. Nem preciso dizer que meus dias tem sido conturbado desde de Anthony? Graça a Deus Anthony não apareceu. Conturbado também por que Nicolas apanhou três vezes do colega da escola, a escola mandou uma notificação para mãe e ela não apareceu para reunião. Odeio quando batem no bebê, e é sempre o mesmo a professora disse. Passou uma semana desde do dia da carona que Doutor Leandro me deu. Sinceramente, não paro de pensar nele, acredita que até sonhei com ele? Olívia voltou e eu acabei aceitando a proposta para morar com ela, por que lá tem seguranças, aceitei visando a segurança de Nicolas e de Cristina. Minha mudança foi rápida, não precisei levar os móveis, ela insistiu. Hoje é segunda então não trabalho. Me encontro jogada na cama encarando Orlando, estendo o braço e faço carinho sentindo seus pelos macios, eu amo esse coelho. Ele dá um pulinho e salta da cama. — Acorda dormioca! —Vejo Olívia invadir meu quarto usando um vestido colorido, que mais parece um arco-íris. — Levanta temos muitas coisas para planejar. — Nossa, gosto de ver assim, animada. — Sento na cama, ainda sentindo meu rosto amaçado. Ela se aproxima cantarolando e pega em meu braço me puxando para cozinha, ando até lá devagar, me perguntando que bicho mordeu ela. Dou de cara com Nicolas comendo um bolo de morango e Cristina sem os fones de ouvido! O que me espanta ela sempre está de fones, anda um pouco indiferente. — Bom dia meu bem! Bom dia mana. — Digo me aproximando da mesa e me abraço com Nicolas. Ele é tão quentinho e acolhedor, eu amo meu filho. Eles sorriem de volta para mim. Puxo a cadeira e sento do lado de Olivia. A mesa repleta de comida faz minha barriga roncar, meu Deus tem até bolo de chocolate, nossa como eu amo! — Qual é a ocasião especial? — Franzo o cenho passando a manteiga no pão. Olívia sorrir enquanto mastiga. — Só estou feliz! Finalmente tenho companhia além de Fatima e as outras secretárias do lar que trabalham aqui, e mesmo assim eles sempre vão embora para casa. — Ela balança os braços para cima em alegria. — Mas, vocês não! Vocês vão ficar. Sorriu para ela. E começo a comer, vejo do meu lado o jornal e me lembro que é primavera. Tenho que perguntar a Cristina se ela vai querer ir para o baile da primavera esse ano. Mas, não agora! — Temos que preparar a festa hoje para você, apresenta-la formalmente para os acionistas. — Ela fala depois bebe o iogurte. — Não! Para que isso Olívia? Não precisamos apressar as coisas. — Não é pressa. Quero sair por aí conhecendo o mundo e não presa ao uma mesa de escritório. Não tenho muito tempo amiga. Odeio pensar isso! Não quero que ela morra sou péssima com perdas, não meu Deus. Por favor não deixe! Me encosto na cadeira, e antes de responder Nicolas aponta para Olívia rindo. Ela estava com o bigode de iogurte, ela rir e brinca dizendo que ele também está melado de bolo, eu rio. De fato, ele está! Cristina entra junto e rir. — Cris, você vai querer ir ao baile de primavera? Podemos comprar o vestido. Ele sorrir para mim. —Não, o que acha? Que devo ir? — Falou enquanto mastiga. — Eu acho que você é livre para escolher maninha, se fosse você iria deveria curtir essa fase. — Falo enquanto mastigo. Sua mão largou o garfo e com o guardanapo de pano, ela limpou o canto da boca. — Mamãe posso ficar em casa hoje? — Nicolas arregala os olhos e me pedi com uma carinha de pidão. Cristina olhou para atrás encarando a piscina com uma cara que conheço muito bem! —Não, não você faltou dois dias seguidos. Ele se levanta e logo fecha a cara e ela também. Dou um sorriso. — Ah, e já estavam prontos? — Cruzo meus braços. — Vão os dois escovar os dentes para sairmos. Ordeno e vejo eles irem até o banheiro. — Ok! Agora me conta tudo direitinho, que história é essa do Anthony de volta? E Ainda mais a carona com meu médigato. Eu rio. — Dá para de chamar ele assim, o doutor Leandro Miller. — Enfatizo o nome dele, ela rir. — E eu nos esbarramos no restaurante, e no estacionamento foi ele me salvou do miserável do Anthony. — Ah, admita que ele é um gato! Ou melhor lindo, esculpido por God. — Falou colocando os óculos que estava do seu lado. — Mas, o Anthony não podia se aproximar de você se ele fez isso é melhor chamar a advogada. O que será que ele quer? — Não sei, talvez atrapalha minha vida? — Pego o guardanapo e limpo minha boca e chamo por Cristina e Nicolas. — Só espero que o Nicolas nunca o conheça. E mais uma vez obrigada, nem sei como agradecer por tudo que está... — Falo baixinho. — Se você me agradecer novamente eu juro que te jogo naquela piscina. — Ela me interrompe, sorrindo e leva a mão aos óculos endireitando-os. — Você é minha irmã de alma. Sabe disso? — Ela esfrega a palma da mão uma na outra. — Agora, vamos planejar a festa! E já sabe que vou convidar o Leandro Miller. — Ela fala em tom de deboche. — Cismou com ele não foi? — Olho a jarra de água em minha frente e pego, colocando no copo. — Não percebe o jeito que ele olhou para você! — Durante segundos enquanto ele fala sobre o seu tratamento? Não, não note. — Eu rio e bebo água. Tá, ok! Eu notei algo, mas não acho que um homem como ele se interessaria por mim. Pelo amor de deus Valentina, não se iluda. Penso comigo mesma. Ela revira os olhos. — Certo, mas vou chama-lo mesmo assim. — Duvido que ele venha. Ela se mexe na cadeira. — Ah é? Façamos um trato, se ele vier, você o chama para sair! — Falou sorrindo largo. Bufo. — Fechado! Ele não vem mesmo. Ela tirou os óculos. — Valentina Jones, você tem certeza? Eu levo a sério meus tratos, sabe que se você não chamar eu mesma chamo para você. Desço da cadeira e estendo a minha mão. — Sou uma mulher de palavra, Paxton! Ela aperta a minha mão, e sorrir. Duvido! Um homem ocupado como ele, vir. E se vir? Duvido também que queira algo comigo. ══════ •『 ♡ 』• ══════ No caminho da escola percebo que Cristina estão falante, fico feliz. Ela me confessa que não vê a hora de ser adulta, eu rio. Queria eu voltar a idade dela, ou melhor do Nicolas. Saindo do carro dou de cara com Henrique, um velho amiga. O Abraço e andamos conversando para a escola, deixo Nicolas após mil pedidos de voltar para o carro. Fico na entrada da sala com Henrique do meu lado olhando nossos filhos irem para a sala. — Valentina Jones? Ouço uma voz me chamar, e me viro parando em frente de uma mulher alta e bem vestida, que me olha f**o. Com os olhos estreitos ele me lança um olhar analisador. — Você é a mãe do Nicolas Jones certo? — Sim! Sou eu. — Estendo a mão para ela, mas ela não retribuiu. Me olhou dos pés à cabeça e levantou as sobrancelhas. — Ainda bem, não quero me demorar muito. Já conversei com meu filho sobre as brigas e não vai mais acontecer. Ela se virou e deu passos para longe de mim. Eu chamo-a atenção. — Espera! Só isso? Seu filho bateu nele várias vezes, não sei por que ele insiste em chamar meu filho de nomes pejorativos demais para uma criança! Acho devemos conversar sobre isso. — Desculpe, meu filho não tem culpa do seu filho ser problemático. — Ela disse sem se virar, mas logo se virou. — Agora pare de choramingar! Problemático? Não tem nada haver. E choramingar? Eu não choramingo. Sinto meu sangue ferver, e fecho meu rosto. As pessoas passam e olham para nós, te controla Valentina! — Ah, você não chama o meu filho de problemático! Ela se vira com uma cara de nojo. — É senhora para você! E já vou, não posso perde tempo aqui. Ela sai andando e pela minha expressão Henrique me segura. — Que mulher ridícula! — Esbravejo, fechando meus punhos. — Aquela é a Helena White. Ela é ridícula amiga, não esquenta. Sério, fica calma. — Henrique me segura e eu tento me acalmar. Está bem! Vou tentar esquecer que essa mulher existe, tenho que me arrumar para festa que Olívia me arrumou. Me despeço de Henrique e convido ele para a festa. ══════ •『 ♡ 』• ══════ Narrado por leandro: Me encontro sentando na escada da parte de trás do hospital, com Alessandra rindo da minha cara. Contei sobre ter sonhado com Valentina. — Você obviamente tem um crush nela. Chama ela para sair Miller! — Ela disse enquanto dá uma mordida no churros que segurava, vejo doce de leite cair no seu jaleco, ela logo limpa. — Tá louca? — Franzo minha testa e olho o relógio. — Não quero ter nada com ninguém. — Minto. Minto, por que eu quero. No fundo gostaria de conseguir me abrir novamente, mas tenho certas reservas. Mas, me sinto muito só. — Leandro já fazem cinco anos... Meu amigo você precisa se abrir e se dar uma chance. Eu sei que é facil falar, difícil é para quem sente, mas, tenho certeza que a Catarina quisesse que você fosse feliz. Respiro fundo e antes de responder sinto meu celular vibrar no bolso do jaleco, pego o mesmo, deslizo meus dedos sobre a tela desbloqueando-os. Era meu E-mail um convite para o uma festa de Olívia. Alessandra espia meu celular e sorrir. — Estou lendo mesmo isso? Você vai! Passo a língua nos lábios, umedecendo-os. — Não, sem chance! Ela revira os olhos e dá um empurrando de mim em leve. — Você se queixa de estar só. Mas, é você que rejeita o mundo inteiro. Miller, você vai sim! Ela rapidamente largou o resto do churro no chão e tomou o celular da minha mão de sobressalto, ela sobe os degraus rapidamente e mexendo no celular. Vou atrás dela. — Pronto! Você vai. E a noite você não trabalha hoje.— Ela rir e tá com a o canto da boca suja de leite condensado. — Por até onde eu sei Leandro Miller é um homem de palavra. Você confirmou agora vai! Ela estende a mão me dando o celular eu reviro os olhos. — Eu não confirmei! Você que confirmou. Ela rir e limpa a boca. —Olha você vai e para de chororô. — Ela cruza os braços. — Sabe, o pouco que me falou dessa garota eu já gosto dela! Mil vezes ela do que a Helena. Vai a festa e chama ela para sair. — Duvido que ela aceitaria. — Cruzo meus braços e subo as escadas. — Mas, você venceu! Vou chama-la só para ela dizer não e acabar logo com isso. ══════ •『 ♡ 』• ══════ Horas depois, à noite: Aqui estou eu, na festa de Olívia. Honestamente se não fosse por Carson, não estaria aqui. Me sinto uma adolescente, minhas mãos sonham. Não chego em alguém a anos, mas me sinto bem. Eu ajeito a gravata e olho ao redor, lá vou eu. Procuro ela com os olhos estreitos e logo a vejo. Meu coração acelera, ela está linda. Olhei tanto para ela que vejo ela sorrir com Olívia e vir até mim, ver ela com aquele sorriso, suas bochechas estavam tão rosadas. Sinto o perfume de rosas e todos na festa parecem sumir. Fico parado em sua frente. Foi quando vi a alegria saltar dos meus olhos ao ouvir o seu tímido cumprimento, ''Oi doutor Leandro'' Meu nome nunca foi tão lindo. — Bela festa Valentina! — Eu seguro mais firme o champanhe e a olho fixamente. — Ela é para que mesmo? Ela coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Ela quer apresentar a nova administradora das empresas, Olívia está tão feliz que me assusta doutor. Está lidando tão bem com isso, enquanto eu tô surtando. — Desculpe, mas não precisa me chamar de doutor! E sim, nunca vi paciente tão alegre. Felizmente ela está respondendo bem ao tratamento. — Me desculpe por falar assuntos assim em uma festa. — Ela meche as mãos de forma afobada, e nunca vi gesto mais lindo. Sua boca parecia tentar me dizer algo, mas ela cala. — Conversa de adulto! — Eu brinco. — É, ser adulto é péssimo. — Ela recuou a cabeça para traz e sorriu. — Concordo. Ser adulto é h******l você acha que todas as portas vão se abrir para você. Mas, assim que você tenta abrir uma porta todo mundo no avião começa a surtar! — Isso foi um dos piores trocadilhos que já fiz na vida. Ela segura o riso, e solta uma gargalhada. Um som maravilhoso de se ouvir, o que deu em mim? Estou muito emocionado, meu coração acelerou, mas aí ela levou as mãos a boca tapando o sorriso. Por que não mostrar algo tão lindo? Não entendo. — Meu Deus, essa foi péssima! Ela me olha e pela primeira vez na vida tenho v*****e de beijar outra mulher que não Catarina. Ela olha ao redor. — Preciso ir, mas obrigada por ter vindo! Ela fala e tenho v*****e de puxa-la para o abraço, entrelaçar meus dedos em seu cabelo enquanto a beijo. Vamos lá, fale alguma coisa homem! A chame para sair. Mas, só a cumprimento e a vejo se virar. Respiro fundo, é agora ou nunca. Porém, antes de falar vejo ela se virar. — Leandro! — Valentina! Falamos na mesma hora, senti um frio na barriga. — Você aceita sair comigo? — Sibilo rápido, e ela sorrir largo. Não sei o que me deu, ou o que me tomou. Acho que a as palavras de Alessandra ficaram na minha cabeça, e está bem! Eu vou tentar. Ela bate os cílios. — Sim! — Disse de forma tímida. — Quando? Nem acredito que ela disse sim! Me sinto feliz. — Podemos ir no melhor restaurante da cidade. O Georgio. Ela riu. — Não acho não em! — Você vai ver! — Junto minhas mãos. — Pode ser amanhã? Perdão ser tão cedo, mas é meu único dia livre. Ou melhor noite livre. Ela brinca com o brinco e parece está a v*****e. — Não tem problema. Então, amanhã ás sete? Assenti com a cabeça, e peço seu número, anoto o mesmo e algumas pessoas nos olham. Acho que estou com a atenção da festa. — Você gosta de dançar? — Oh não! Balanço minha cabeça e sorriu, colocando a taça de champanhe na mesa ao nosso lado. Ela nem me escuta e me puxa para dançar. Não sei que música está tocando, mas quero que não pare. Mexo meu corpo timidamente, assistindo ela dançar. Cada gesto, ela levanta o queixo e me olha nos olhos, as luzes fazem seus cabelos brilharem, e balançam. É oficial, eu quero conhece-la cada vez mais. Valentina é uma das obras de arte que já vi. A noite passa e conversamos bastante após Olívia chegar e leva-la para apresenta-la aos sócios. Me despeço, sorrindo largo.  Amanhã eu não sei como agir, nunca mais fui ao um encontro. Mas, quero passar essa barreira, por Valentina. ══════ •『 ♡ 』• ══════ ❝Ele disse que meus olhos eram bonitos, que se pareciam com aquelas montanhas marrons e rochosas, e ele nem tinha noção que havia dado a descrição para o meu coração.❞ — Maricarla Gomes.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR