CAPÍTULO 16

2491 Palavras
Quando Mia apareceu na sala aos prantos. Eu vi meu mundo todo acabar. Com Phoebe olhando para ela com uma expressão assustada. Minha mãe é a primeira a questioná-la, o porquê ela estava assim. Ela então resolve se acalmar e dizer que Ana havia acordado. Meu coração foi a mil, e eu tive que perguntar a ela várias vezes se ela tinha certeza do que vira e do que estava falando. Ela disse que sim, que nesse momento o médico estava examinando Ana. Meu Deus, eu só podia agradecer e esperar que fosse verdade. Esperar que ela realmente tivesse voltado para nós. Ficamos todos ali na sala de espera, enquanto mamãe foi ver se era realmente verdade que Ana nasceu de novo. Phoebe não parava de sorrir e bater palminha. Passado alguns minutos minha mãe chega, com lágrimas nos olhos e diz que minha esposa havia acordado e que ela seria levada para fazer vários exames. Eu estava mega feliz, e vendo todos ali chorando emocionados pela volta de Ana, eu tinha certeza que Deus me deu uma segunda chance com ela. E eu agarraria essa chance. Se fosse preciso eu mudaria radicalmente minha vida para ser o que ela queria que eu fosse. Não me importaria com mais nada. Ficamos ali horas, andando de um lado para outro, eu estava nervoso. Ninguém falava nada, não dava notícias. Eu estava louco para vê-la e abraçá-la, beijá-la. Minha mãe diz que vai ver se já acabaram com os exames, porém antes que isso aconteça, um médico aparece para conversar com a gente. Ele diz que Ana é um milagre da medicina, pois seus exames não deram nada, ela está muito bem. Ótima para ser mais exato. Questionei quando iria vê-la. Ele me disse que poderíamos nos revezar para vê-la. Questionei quando a mesma teria alta. Ele me disse que no mais tardar amanhã. Fico feliz em ouvir isso. Decidimos entre nós que eu e Phoebe entraria primeiro, mesmo porque hospital não era lugar para ela que está saudável. Me encaminhei até o quarto, eu estava nervoso, enquanto minha filha era só alegria parecia que ela sabia que a mãe havia despertado. Me posicionei na porta e peguei a maçaneta e respirei fundo. Abri a porta e ela estava com os mesmos olhos de sempre, porém agora eles não estavam tristes, estavam com um brilho diferente. Phoebe não parava de demonstrar a alegria que sentia em ver a mãe. E também estava feliz, porém com medo, medo dela desistir de mim, medo dela não dá uma chance a nós, a mim de consertar as coisas com ela. Passamos não sei quanto tempo conversando, e ela sempre me tranquilizando quanto a nossa vida juntos. Eu não sei, eu ainda estava apreensivo. Queria muito acreditar em suas palavras. Até a noite não conversamos mais sobre nós, pois a nossa família queria vê-la, e foi uma choradeira só no quarto. Os pais de Ana pareciam não acreditar que a filha estava bem, viva e acordada. Eliot então parecia o marido que estava sofrendo a dias. Ele não parava de abraçá-la. De dizer que estava com saudades dela. Eu sei que falei que faria tudo para ser diferente se ela voltasse para mim, mas meu ciúmes não tinha como mudar. Merda, eu não toquei em Ana do jeito que gostaria. Eu não pude demonstrar meus sentimentos por ela ainda, e meu irmão está aqui fazendo o que eu queria fazer. Depois de uns longos minutos, ele resolve parar com toda bajulação em Ana. Todos vão embora e Carla levou Phoebe com ela. Ficamos somente eu e Ana e ela me pergunta porque do meu olhar triste. Digo a ela o que estava sentindo, expus o meu medo. E ela me tranquilizou dizendo que voltaríamos a ser um casal, ela voltaria para a nossa casa e esqueceríamos o passado. Fiquei feliz em ouvir isso, e estava certo que eu também tinha que mudar. Tinha que consertar as coisas com ela e Phoebe. Eu seria um homem melhor, um marido exemplar e um pai zeloso e amoroso. Eu já tinha um sentimento enorme pela minha filha, esse mês que passamos só nós dois, eu achei um máximo. Ela foi a pessoa que me deu força. E eu dei a ela. Nós dois nos unimos para ficarmos firme esperando Ana acordar. E nos demos bem. Ficamos bem, apesar da circunstâncias. Ana me chamou para deitar com ela e para mim era tudo que eu mais queria. Me senti no céu dormindo com ela, novamente sentir seu coração batendo em meu peito. Sentir suas mãos me tocando. Eu estava de volta ao meu mundo e tudo que eu queria era ter isso pelo resto da vida. Dormir feliz, mais que feliz. Acordei e Ana não estava na cama. Chamei por ela e a mesma respondeu que estava no banheiro. Me levantei e espreguicei. Liguei para Taylor e pedir para trazer roupas para Ana. Depois de muito tempo minha noite voltou a ser normal, não tive pesadelos com o passado, não fiquei acordado pensando na minha Merda. Eu levantei com uma disposição anormal. Em casa havia uma recepção para Ana. Era só alegria em todos em casa. Nossa filha então, nem se fala. Ela era só sorriso. Mas novamente o jeito do meu irmão com minha mulher me incomodou. Será que ele não percebe que isso estava chato? Será que ele não pensa que eu não gosto que ele toque nela? Eu não entendo como Kate pode ficar sossegada vendo a cena, a festa que ele faz com Ana. Não era possível que só eu me sentia incomodado com isso. Eu sei que Ana e Eliot se conheceram antes de mim e Kate, sei que para ela ele é como um irmão mais velho, mas para mim não. Meu irmão sempre teve essas gracinhas com Ana, mesmo depois de começar a namorar Kate, porém eu não me sinto bem com isso, e sinceramente não quero chamar Eliot mais uma vez para uma conversa. Depois que todos foram embora. Eu fui ao meu escritório. Rós havia me mandado vários contratos para analisar e eu precisava ver isso. Ana e Phoebe foram dormir. Acho que o dia foi cheio para ambas. Fiquei no meu escritório até tarde. E depois fui no quarto, onde Phoebe estava sentada fazendo carinho no rosto de Ana. A peguei no colo sem fazer barulho e levei ela para sala. Batemos um papo de pai para filha e dei ela mamadeira. Ficamos no piano tocando. Ela parecia entender cada nota tocada. Prestava atenção em meus dedos que navegavam pelas teclas do piano, e depois sorria para mim. Ela estava gostando. Ana acordou logo depois e ficou admirando eu e Phoebe no piano. Conversamos sobre a volta dela trabalhar. Ela me disse que pretende em algum momento. Mas eu não queria que ela voltasse, queria que ela cuidasse de Phoebe. Ela ainda estava pequena, e precisava de cuidados. Não que eu não pudesse contratar alguém para cuidar da nossa filha, mas nada que o carinho e cuidado da mãe dela. Ainda mais que ela passou por várias coisas antes de ter o contato com Ana. Então não queria que ela voltasse. Mas novamente minha mulher consegue acabar com meu humor, falando que pediria Eliot para arrumar uns projetos para ela. Eu não queria que ela trabalhasse com Eliot. Chega disso. Houve um tempo que eles queriam montar um escritório juntos. Não seria só eles, Gia Mattos também, mas aquela ideia ficou dias martelando na minha cabeça, que eu acabei com a ideia deles. Passei dias brigando com Ana por causa disso. Até ela desistir. Então hoje Eliot e Gia tem seu escritório. São sócios. E se Ana entrasse agora na sociedade com eles, eu não ficaria feliz. E ela sabe disso. Não conversamos mais sobre o trabalho. Jantamos e ficamos conversando sobre outras coisas. Phoebe brincava em sua cadeirinha. Depois do jantar fomos pra sala ver televisão. Coloquei no desenho que Phoebe gostava e ficamos ali, como uma verdadeira família. Família essa que eu queria cultivar a cada dia. Família essa que era minha por direito, e eu não abriria mão dela nunca mais. Saber que Ana pensa igual a mim em relação a não ter mais filhos. Poxa eu ainda a queria para mim, e outra já tínhamos Phoebe que precisava demais de nós dois. Então neste momento faria de tudo pra não temos filhos. Nossa noite de amor foi maravilhosa. Eu estava nas nuvens com essa mulher, minha mulher. Eu achei que ela estaria receosa em fazer amor comigo, mas não, ela estava mais que disposta a voltar a ser minha em todos os sentidos. Eu e eu não poderia estar mais feliz, com essa mulher deitada em meu peito. Durmo com o coração mais aliviado, certeza que a minha vida só está começando. Acordo e Ana ainda dorme. Me levanto e vou no quarto de Phoebe. Ela já estava sentada no berço brincando com sua boneca de pano. Pego ela no colo. -Bom dia meu amor. Digo a ela que já mostra um sorrisão mostrando seus dentinhos. -Papa. Ela diz. -Sim meu amor papa. Vamos que papai vai lhe dar sua mamadeira. Ando com ela até a cozinha. Gail já está lá. -Bom dia Gail! -Bom dia Sr Grey. Bom dia para você também pequena. Gail diz dando um beijo em Phoebe -Sabe o que essa mocinha quer Gail? Falo fazendo cócegas em Phoebe. -Acho que sei sim. Olha aqui o que a Gail preparou para você. Gail aparece com a mamadeira e Phoebe bate palmas. -Obrigada Gail. Digo. Vamos sentar lá no sofá. Sigo para a sala de estar, e deitei ela em meu colo colocando a mamadeira em sua boca. Ligo a televisão no canal de desenho. E ela na hora se vira para a televisão e é pura atenção. Ela acaba de mamar e eu a coloco no sofá. Ajeitando sua cabecinha na almofada. Ela nem tira os olhos do desenho. Aproveito e levo a mamadeira dela para a cozinha e questiono a Gail sobre a enfermeira. Gail me diz que ela ainda não chegou. Como assim não chegou? Já são quase nove horas da manhã, ela já teria que está aqui. Na hora que vou voltar para a sala para ficar mais com Phoebe, a enfermeira aparece. Ela já vem até a mim me pedindo desculpas pelo atraso, e que atraso, mas ela teve um imprevisto. Digo a ela que toda vez que for atrasar favor ligar para Gail e comunicá-la. Ela apenas assenti. E eu digo a ela que Phoebe está na sala, que qualquer coisa estou no meu quarto. Mulher estranha. Chego no quarto, e Ana ainda está em um sono profundo. Meu Deus ela estava realmente cansada. Deito e começo a dar vários beijos nela. Ela sorriu, e meu coração se encheu de alegria em ver que não estava vivendo um sonho. -Bom dia! Ela diz ainda de olhos fechados. -Bom dia Linda! -Hum. E nossa filha? Já acordou? -Sim. Está na sala vendo desenho. Ela está com a enfermeira. -Hum isso quer dizer que temos um tempo a sós? Ela me pergunta cheia de malícia. E eu adoro isso. -Sim. Você quer fazer algo? Pergunto malicioso também. -Acho que podemos aproveitar o banho, você não acha? Ela se levanta e corre para o banheiro. Eu me levanto e vou também para o banheiro. Lá dentro ela está nua despertando meu amiguinho. O corpo dela sempre me deixou louco. Abraço e começo a morder seu ombro. -Vamos para o banho. Digo já a virando para mim, beijo seus lábios. E a levo para o chuveiro. Ligo a água e a deixo lá enquanto tiro minha calça de pijama. Vejo ela entra no chuveiro, e me pego admirando ela toda. Meu desejo por ela é intenso, e eu a quero mais que tudo. Então já avanço em cima dela, beijando seus lábios. Ficamos no banho não sei quanto tempo, só sei que não queria sai de dentro dela. Gozamos várias vezes e com uma intensidade anormal. Nossos corpos estavam em um fogo só. Não queríamos parar, mas tivemos. Eu precisava trabalhar e ainda tinha nossa pequena menina que precisava da gente. Saímos do banho e fomos nos vestir. -Hoje tenho que ir a empresa. Está tudo bem para você? Questiono a ela que está vestida com um short e uma regata. -Não. Sem problemas. Ficarei o dia todo em casa. Ela diz. -Se precisar de alguma coisa não exite em me ligar. Digo a ela que sorrir. Há eu tenho uma coisa para você. Na verdade duas coisas para você. Vou até meu closet e pego uma caixa. Volto para o quarto, e Ana está parada com os braços cruzados. Ela me olha interrogativa. Entrego a caixa para ela. A mesma se senta e abre. Nessa caixa tem o celular dela, e uma caixinha que contém a nossa aliança. Ela pega a caixinha e abri. E ajoelho na frente dela e pego a caixinha da sua mão. Tiro a aliança, e pego a sua mão esquerda. -Espero que ela nunca mais saia daqui. Digo colocando a aliança em seu dedo. E beijo a mão dela. -Não se preocupe, ela não irá sair mais daqui. Ela diz me dando um selinho. -Ótimo. Seu celular está aí. Já está funcionando. -Tenho mesmo que voltar a realidade disso? Ela me pergunta com meio sorriso. -Porque? Há algo errado? Questiono preocupado com a reação dela. -Não há nada errado. Só que estava gostando de não ter um celular. Só isso. -Ótimo. Vamos voltar a vida então. -Christian eu tenho que voltar aonde eu morava. Muitas coisas minhas ficaram lá. -E você precisa delas? O que é, documentos, papéis importantes? -Sim. Documentos, meus e de Phoebe. Vários papéis importantes da doença dela. E ainda tenho que pagar o aluguel da casa onde morava. Ela diz e eu não queria que ela fosse a lugar nenhum. -Tudo bem. Podemos conversar sobre isso hoje a noite. E assim no final de semana poderíamos ir lá e buscar o que você tanto quer. -Ok. Conversamos mais tarde. Ela diz simplesmente. Eu dou um beijo na boca dela, quero sentir que estamos bem. E depois saímos do quarto. Apresento Ana a enfermeira, que não tem um olhar muito bom hoje. Não sei, deve ser impressão minha. Dou um beijo em meus amores, e saio para voltar ao trabalho. Quase não estava indo a empresa, e estava feliz em voltar, com a minha vida organizada. Minha mulher e filha estavam de volta em minha vida. E eu sou o cara mais sortudo do mundo por ter a minha família de volta. ***Vamos aos recadinhos*** Gente eu não pretendo estender essa Fic muito. No máximo uns 20 a 25 CAP. Eu já postei outra Fic. Chama-se >Felicidade Roubada Dê uma olhada, se vc gostarem cometem e votem. Muito obrigada!!
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