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1008 Palavras
  Já se passou um mês que todo dia eu venha a casa dela. No começo ela ficou meio acuada, mas fiz com que se sentisse confortável comigo. Ela ainda tem medo de ficar perto de mim, eu sinto, mesmo ela tentando disfarçar.   Ela ainda não me disse o que aconteceu no dia em que ela chegou, Trisha disse para mim esperar ela estar pronta para falar. Como gosto dela, estou tentando ser paciente. Porém, hoje não estou com paciência. Nunca tive, só tentei por ela, mas quero saber o que um faz ter medo de mim. Odeio sentir esse cheiro vindo dela. Bato na porta da sua casa e entro, ela sabe que sou eu. Já que só eu venho aqui, a Trisha também, mas ela espera minha fêmea abrir a porta. Sigo seu cheiro até a cozinha, está quase na hora do almoço e vejo ela pegando uma ingredientes para fazer ele. Ela se vira e Toma um pequeno susto, ao me ver ali parado na porta da cozinha. - Guerreiro  !  Me assustou, sabe que não gosto disso! - Ela põe a mão sobre o peito e respira fundo. - Não tenho culpa se estava distraída, eu bati na porta. - Dou de ombro e chego mais perto dela a escola. - Está cada dia mais linda. - Para de dizer essas   coisas  . - Sai do abraço e volta a pegar as coisas para o almoço. Sinto o cheiro da sua tristeza, mas vejo seu rosto corado. - Não paro não! Vai ter que arrancar minha garganta se não quiser que eu fale. - Ela se vira para mim de olhos arregalados. - Vou matar o maldito que dizia que você não é linda. - Já morreu! Um deles ...   - Sussurra, sempre agradeço por ter a audição boa. A maioria das vezes que se sente ameaçada, ela sussurra. - Que bom, agora falta os outros. - Sorrio para ela que fica me encarando. - O que foi,   Little Fire? - Hum, nada! - Vira de costa para mim e começa a fazer o almoço. - Para de mim olhar. - Não posso fazer nada se você é   admirável  . - Vou para o seu lado. - Quer ajuda? - Se quiser ... - Pergunto o que ela queria que eu fizesse e fui ajudando. Gosto de ouvi-la falar. Sua voz é calma e doce. Quando tudo já está pronto e já almoçamos, chamo ela para a sala, para ver um filme. Acho o filme da Bela e a fera, ela já deve ter visto quando era criança, mas acho que seria bom ver de novo. Ele nos ensina muita coisa. Ela fica tão concentrada no filme, que não reclama por eu estar olhando demais para ela. Quando o filme acaba, ela se vira para mim e triste emocionada, são raros os momentos que seu sorriso é verdadeiro. - Eu amei! Quero ver outras vezes,  nunca  tinha visto. - Ela me diz e fico surpreso, como assim não viu? Até eu vi. Apesar de que a lembrança dele não é boa, mas hoje sei que era tudo mentira. A terrível Doutora  White  dizia que nunca encontraríamos o amor como a Fera do filme, que nós éramos animais demais para amar, que mataríamos todos ao nosso redor. Vendo o sorriso lindo que minha pequena Valente (do filme Valente mesmo) me dá, vejo que tudo não passava de mais uma das suas mentiras. Eu estou  apaixonado  por essa pequena fêmea na minha frente. E perceber isso, me fez sentir mais leve e relaxado, sei que ela não gosta de mim, como dia a dia irei conquistar ela aos poucos. Um dia de cada vez. É tão bom, que sinto vontade de falar para ela e é o que eu faço. - Estou  apaixonado  por você! - Seu sorriso morre e ela me olha surpresa. Isso é normal, a maioria das coisas que falo, ela me olha assim. - Mas ... Nós nos conhecemos a apenas  um  mês. - Sinto ela ficar nervosa. - E nesse um mês todo você me fez sentir um macho  melhor . - Ela olha para o lado e percebo que vai se levantar, mas seguro sua mão e o trago para o meu colo. -  Não! Me solta! Por favor! Eu não quero fazer nada, não quero . - Ela grita chorando e isso me assusta, aperto ela em meus braços. Filhos da p**a, apagada minha ruivinha com medo de mim. -  Querida  , fique calma. Não irei fazer nada com você. Apenas fique calma. - Digo suavemente no seu ouvido e ela vai se acalmando aos poucos, mas ainda chora. Deito sua cabeça no meu peito e faço carinho no seu cabelo. - Não precisa ficar nervosa perto de mim. Nunca lhe daria m*l, se lembra que te disse isso quando te vi à primeira vez? -  Lembro ...  - Ela sussurra, soluçando baixinho. - Então, fique calma. Pare de chorar. Odeio ver você chorando. - Beijo sua cabeça. - Pode confiar em mim, quero que seja minha fêmea. - Eu  confio  em você. - Sinto sua sinceridade. - Mas eu tenho  medo . - Medo de que, meu amor? - Aperto ela em meus braços, enfim ela está se abrindo comigo. - De você ser igual a  eles . - Ela treme em meus braços, quando fala "eles". - Eles quem? Quem lhe maltratou, me diga. - Puxo seu rosto para que fique de frente com o meu. Ela desvia o olhos e suspiro. - Tudo bem, outro dia você me fala, está bem? Quero que  confie  em mim, se precisar de qualquer  coisa, qualquer coisa mesmo, me chama,  apenas a mim. - Está bom. - Ela volta a me olhar. Não resisto e dou um selinho dela. Seus lábios macios se abrem para a minha surpresa. Aprofundo o beijo, mas respeito seu tempo, logo ela se afasta para respirar. Está corada, ficando ainda mais linda. - Já disse que fica  linda  corada? - Ela desvia o olhar e n**a. - Então direi, está a coisa mais  perfeita  do mundo. Não acredito que tenho uma fêmea  maravilhosa  como você. - Mas você não me pediu em  namoro  para eu ser sua. - Me olha confusa. Então eu só preciso beijar ela, para deixar-la mais confortável ?! Teria feito antes, se soubesse. - Quer que eu te peça? Eu peço, agora mesmo. Não, agora não, você merece algo especial. - Ela sorri tímida e deita a cabeça no meu peito de novo. - Não precisa ficar tímida, anjo. Você merece tudo de bom que há nesse mundo. -  Ou não ...  - Sua voz sai abafada. - Ou sim, e uma delas  sou eu . Todinho para você. - Beijo seu pescoço e vejo que se arrepiou. Sorrio. Partiu missão:  Fazer a Little Fire, gostar de mim.
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