Vilão?

1011 Palavras
( AVISO: Ignácio não é mocinho, e vamos ter cenas bombáticas)) O juiz saiu do carro. Havia se passado uma semana desde o acidente com o senador Octávio. Entrou em um bordel. — Tem meninas novas— o segurança falou para ele. — Meninas... _ O juiz questionou.. __ São maiores, doutor. Só maiores. É maneira de dizer. Pode escolher qualquer uma. — Uma que não seja muito pequena e nem tenha cabelo curto. Gostava de segurar um cabelo enquanto tr@nsava... Queria ao menos sentir alguma coisa, ter algum sentimento quando acontecia.. Mas não sentia nada.. além do prazer sexu@l, era por iso que não tinha um relacionamento, não queria uma mulher só por ter se não podia amar. Foi para o quarto que costumava usar. Tinha sido um dia estressante e sofrera pressão para liberar alguns habeas corpus, mas não faria aquilo. Tirou o terno e permaneceu de singa, fumando ao lado da janela. — Boa noite, doutor. Ele se virou. — Não você. A mulher perdeu o sorriso que tinha o rosto. — Não gostou de mim? — Não se trata disso, volte lá e diga que quero alguém com mais corpo e cabelo maior. A mulher saiu outra chegou.. essa não choraria se ele pegasse pesado, porque aquela tinha mais corpo, era bonita , mas ele nem ligava tanto para a beleza. Era só s£xo, não casamento. Sentou enquanto fumava. A mulher veio sentar no colo dele e foi beijá-lo. Ele virou o rosto. — Não. Não beijo na minha boca. E minha boca não ncosta em nada do seu corpo também. Sem beijos. Ele até gostava de s£xo orall, mas não devolvia nunca. Nunca. Porque já tinha visto muita sujeira em sua vida para colocar a boca em qualquer lugar. Tinha crescido na parte pobre do México. Vinha de uma família pobre e sem força de vontade para trabalhar. O pai passava os dias jogando em bares. A mãe era uma dona de casa que não tinha força de vontade para mudar de vida. Ignácio jurou que não seria assim. Deixou a casa para trabalhar. Estudou à noite e trabalhou de domingo a domingo para conseguir o cargo que tinha. Não vinha de uma família rica. Hoje tinha dinheiro e trabalho, e sua fortuna vinha também, porque um tutor lhe deixou uma herança, mas isso depois de já estar formado. O tutor tinha sido um senhor que teve o filho morto por dois policiais , o rapaz era jovem, sem nenhum crime nas costas, e morreu porque viu os policias vendendo drog@s.. mas Ignácio condenou os dois.. como agradecimento foi herdeiro de todos os bens desse senhor.. Se ele fosse um bom homem não teria aceitado a herança, mas não era bom, nunca tinha sido. A mulher puxou a sunga dele. — Com uma beleza dessa, um p@u desse não precisava nem pagar. Ele puxou a sunga de volta. — Sai. — Por quê? — Porque veu não estou oferecendo nada. Nem carinho, nem amor, nada. É s³xo. Você faz o que eu preciso e eu pago, com essa conversa, não vamos evoluir, não mesmo.. . — Eu sei disso. Foi brincadeira a parte de não, estou aqui pelo dinheiro. Ela tirou os exames da bolsa. — Fiz hoje. O juiz conferiu os exames dela, um a um , data e horário.. __ É o meu primeiro cliente do dia. Podemos fazer um acordo? Eu fico só com você e você paga a escola da minha filha. Ele olhou para ela. — Não. Não quero nada em troca. Só a escola mesmo, porque quero que minha filha tenha um bom futuro. Nas outras horas, eu sirvo a mesa e limpo o local. — Por quê está me fazendo essa proposta? Não vai ganhar nada, tem um humor do cão e sempre chego exatamente com esse mesmo humor. — Porque prefiro mesmo só um cliente.. — Fechado. Temos um acordo. Era melhor assim. Não precisaria procurar outra do local nem tentar alguma delicadeza. A mulher se chamava Índia, porque de fato se parecia com uma. Ela se ajoelhou para ele. Ignácio fechou os olhos. O boquette era muito bom. Muito bom. A mulher fez o pêniis dele de brinquedo por um bom tempo. — Tem esposa? — Não. Não tenho.. Se eu fosse casado, não estaria aqui, nem mesmo uma namorada.. — Posso saber por quê? Bonito, um cheiro muito bom... É um p@u de fazer inveja a muito homem. Para provar, ela lambeu o pêniis dele e o chupou. Ignácio gemeu. — Não me casei porque não sou capaz de me apaixonar por ninguém. A mulher riu. — Porque nunca encontrou quem vá balançar seu coração. No dia em que encontrar, vai ficar igual a um cachorrinho atrás dela. Ignácio olhou para ela. — Desculpa, doutor. Desculpa, eu não quis ofender. Ela sabia que alguns clientes podiam ser violentos, mas ele não ofendeu. Não aconteceria, não era capaz de se apaixonar.. — De quatro. Deu a ordem. Ele não precisou pedir novamente. Ele colocou um preservatiivo e entrou. Agarrou os cabelos dela. Estava precisando de uma fod@ pesada com alguém. Por isso era bom uma mulher mais madura e sem muita frescura e India estava gostando. Achou que tinha tirado uma sorte grande com um cliente como aquele. Ainda ganhou um org.asmo, dois, três. Segurou na colcha quando o quarto orgas.mo chegava. Por sorte ele terminou também, porque já estava cansada. Ele se deitou — Pode dormir, está me fazendo um favor, não vou tentar nada, mexer na sua carteira. Ele tinha sono leve. Cresceu em uma casa em que a polícia aparecia quase todo dia, arrombando portas, derrubando mesas, e até tiros eram disparados. Aprendeu a ter sono leve e a correr para fora aos cinco anos de idade. Mas dormiu. Dormiu por três horas. Quando acordou, tomou banho e se preparou para sair. Tirou um cheque do bolso, preencheu e entregou para ela. — Cobre quanto tempo da escola da sua filha esse valor? — Um ano. E ainda sobra um pouco. — Então pronto.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR