( AVISO: Ignácio não é mocinho, e vamos ter cenas bombáticas))
O juiz saiu do carro. Havia se passado uma semana desde o acidente com o senador Octávio. Entrou em um bordel.
— Tem meninas novas— o segurança falou para ele.
— Meninas... _ O juiz questionou..
__ São maiores, doutor. Só maiores. É maneira de dizer. Pode escolher qualquer uma.
— Uma que não seja muito pequena e nem tenha cabelo curto.
Gostava de segurar um cabelo enquanto tr@nsava... Queria ao menos sentir alguma coisa, ter algum sentimento quando acontecia.. Mas não sentia nada.. além do prazer sexu@l, era por iso que não tinha um relacionamento, não queria uma mulher só por ter se não podia amar.
Foi para o quarto que costumava usar. Tinha sido um dia estressante e sofrera pressão para liberar alguns habeas corpus, mas não faria aquilo. Tirou o terno e permaneceu de singa, fumando ao lado da janela.
— Boa noite, doutor.
Ele se virou.
— Não você.
A mulher perdeu o sorriso que tinha o rosto.
— Não gostou de mim?
— Não se trata disso, volte lá e diga que quero alguém com mais corpo e cabelo maior.
A mulher saiu outra chegou.. essa não choraria se ele pegasse pesado, porque aquela tinha mais corpo, era bonita , mas ele nem ligava tanto para a beleza. Era só s£xo, não casamento.
Sentou enquanto fumava.
A mulher veio sentar no colo dele e foi beijá-lo. Ele virou o rosto.
— Não. Não beijo na minha boca. E minha boca não ncosta em nada do seu corpo também. Sem beijos.
Ele até gostava de s£xo orall, mas não devolvia nunca. Nunca. Porque já tinha visto muita sujeira em sua vida para colocar a boca em qualquer lugar.
Tinha crescido na parte pobre do México. Vinha de uma família pobre e sem força de vontade para trabalhar. O pai passava os dias jogando em bares. A mãe era uma dona de casa que não tinha força de vontade para mudar de vida. Ignácio jurou que não seria assim. Deixou a casa para trabalhar. Estudou à noite e trabalhou de domingo a domingo para conseguir o cargo que tinha. Não vinha de uma família rica. Hoje tinha dinheiro e trabalho, e sua fortuna vinha também, porque um tutor lhe deixou uma herança, mas isso depois de já estar formado. O tutor tinha sido um senhor que teve o filho morto por dois policiais , o rapaz era jovem, sem nenhum crime nas costas, e morreu porque viu os policias vendendo drog@s.. mas Ignácio condenou os dois.. como agradecimento foi herdeiro de todos os bens desse senhor.. Se ele fosse um bom homem não teria aceitado a herança, mas não era bom, nunca tinha sido.
A mulher puxou a sunga dele.
— Com uma beleza dessa, um p@u desse não precisava nem pagar.
Ele puxou a sunga de volta.
— Sai.
— Por quê?
— Porque veu não estou oferecendo nada. Nem carinho, nem amor, nada. É s³xo. Você faz o que eu preciso e eu pago, com essa conversa, não vamos evoluir, não mesmo.. .
— Eu sei disso. Foi brincadeira a parte de não, estou aqui pelo dinheiro.
Ela tirou os exames da bolsa.
— Fiz hoje.
O juiz conferiu os exames dela, um a um , data e horário..
__ É o meu primeiro cliente do dia. Podemos fazer um acordo? Eu fico só com você e você paga a escola da minha filha.
Ele olhou para ela.
— Não. Não quero nada em troca. Só a escola mesmo, porque quero que minha filha tenha um bom futuro. Nas outras horas, eu sirvo a mesa e limpo o local.
— Por quê está me fazendo essa proposta? Não vai ganhar nada, tem um humor do cão e sempre chego exatamente com esse mesmo humor.
— Porque prefiro mesmo só um cliente..
— Fechado. Temos um acordo.
Era melhor assim. Não precisaria procurar outra do local nem tentar alguma delicadeza. A mulher se chamava Índia, porque de fato se parecia com uma.
Ela se ajoelhou para ele.
Ignácio fechou os olhos. O boquette era muito bom. Muito bom. A mulher fez o pêniis dele de brinquedo por um bom tempo.
— Tem esposa?
— Não. Não tenho.. Se eu fosse casado, não estaria aqui, nem mesmo uma namorada..
— Posso saber por quê? Bonito, um cheiro muito bom... É um p@u de fazer inveja a muito homem.
Para provar, ela lambeu o pêniis dele e o chupou. Ignácio gemeu.
— Não me casei porque não sou capaz de me apaixonar por ninguém.
A mulher riu.
— Porque nunca encontrou quem vá balançar seu coração. No dia em que encontrar, vai ficar igual a um cachorrinho atrás dela.
Ignácio olhou para ela.
— Desculpa, doutor. Desculpa, eu não quis ofender.
Ela sabia que alguns clientes podiam ser violentos, mas ele não ofendeu. Não aconteceria, não era capaz de se apaixonar..
— De quatro.
Deu a ordem.
Ele não precisou pedir novamente. Ele colocou um preservatiivo e entrou. Agarrou os cabelos dela. Estava precisando de uma fod@ pesada com alguém. Por isso era bom uma mulher mais madura e sem muita frescura e India estava gostando. Achou que tinha tirado uma sorte grande com um cliente como aquele. Ainda ganhou um org.asmo, dois, três. Segurou na colcha quando o quarto orgas.mo chegava. Por sorte ele terminou também, porque já estava cansada.
Ele se deitou
— Pode dormir, está me fazendo um favor, não vou tentar nada, mexer na sua carteira.
Ele tinha sono leve. Cresceu em uma casa em que a polícia aparecia quase todo dia, arrombando portas, derrubando mesas, e até tiros eram disparados. Aprendeu a ter sono leve e a correr para fora aos cinco anos de idade.
Mas dormiu.
Dormiu por três horas. Quando acordou, tomou banho e se preparou para sair. Tirou um cheque do bolso, preencheu e entregou para ela.
— Cobre quanto tempo da escola da sua filha esse valor?
— Um ano. E ainda sobra um pouco.
— Então pronto.