Eu já sabia que quando começássemos a relembrar o passado, principalmente com Amanda no meio, eu ia acabar virando alvo de zoação. E não deu outra. Leo se recostou no sofá, cruzando os braços com um sorriso de canto. — Ah, agora que estamos falando do meu passado miserável, acho que tá na hora de contar como foi quando o Henry me encontrou. Mas da minha perspectiva. Leila arregalou os olhos, interessada. — Opa, essa eu quero ouvir! — Ah, não… — murmurei, já sentindo que ia me arrepender. Amanda deu um tapinha no meu ombro. — Fica quieto, deixa o homem falar. Leo pigarreou e começou seu relato, como se fosse uma cena de filme. — Então, imaginem só. Lá estava eu, na minha imobiliária decadente, camisa social de tecido duvidoso, tentando vender um apartamento caindo aos pedaços pra u

