[...] Arthur notou que Júlia estava quietinha e jurava ter visto algumas lágrimas rolarem sobre o rosto dela, mesmo com toda a sua atenção dirigida ao trânsito, ele ainda tinha um pouco de atenção na ruiva ao seu lado. Ele não sabia quantas coisas diferentes estavam se passando na cabeça dela, mas tinha noção de que não eram poucas e que ela ainda ia enfrentar muitas coisas dali pra frente. Ele queria poder abraçá-la e dizer que tudo ia ficar bem, que estaria ao seu lado sempre. No entanto, ela nunca aceitaria o seu abraço. O choro não era engano dele e parecia que ela já não conseguia mais controlar as lágrimas. Ele não sabia o que fazer, não podia estacionar ali, mas como a conhecia muito bem, talvez ele fosse a única pessoa que a conhecia mais do que qualquer outra pessoa, Júlia não

