bc

O erro de Arthur

book_age18+
473
SEGUIR
6.2K
LER
HE
poderoso
colarinho azul
drama
bxg
cidade
segredos
atrevido
friends with benefits
lawyer
like
intro-logo
Sinopse

Arthur passou 15 anos escondendo seus sentimentos para não magoar o seu melhor amigo. Esconder que amava a noiva dele em segredo durante todos esses anos, foi o seu maior erro, porém ele nunca quis decepcionar Marcos e revelar que a mulher que ele amava em segredo era Júlia, sua noiva e a mulher que o odiava com toda sua alma. Mas uma noite, na festa de aniversário dela, tudo muda e devido alguns maus-entendidos, Arthur e Júlia passam a noite juntos.'' Quão grande podem ser as consequências dessa noite?''

chap-preview
Pré-visualização gratuita
Prólogo.
Era uma manhã de domingo fria e chuvosa, as ruas estavam calmas. No entanto, um coração quebrado pulsava rapidamente no peito do homem que tinha em suas mãos um buquê de tulipas vermelhas, que caíram no chão daquela sala, junto de algumas garrafas de bebidas espalhadas pelo lugar. Um grito ecoou, despertando o casal que dormia abraçado no sofá da sala, cobertos apenas por uma coberta fina. Mais duas pessoas se juntaram a eles naquela sala, tornando aquele momento ainda mais humilhante para o homem. — Júlia, acorda! — O homem gritou. — Júlia Montero, sua vagabunda, v***a, acorda! — Voltou a gritar, vendo a ruiva de cabelos flamejantes abrir os olhos lentamente, e o encarar. — Amor, porque acordou tão cedo? hoje é domingo? Volta pra cama, volta. — Disse, sem perceber a presença das duas mulheres ali. O homem olhou para o lado, vendo uma garrafa com água e a pegou em seguida, jogando sobre a garota que tinha voltado a dormir. — Vamos, Júlia, sua v***a, levante-se! — Júlia sentiu a água fria cair sobre seu rosto e despertou novamente. — Marcos, porque você está me molhando? E porque todos esses xingamentos? O que deu em você? — Sentou-se, e o encarou sem entender completamente nada, dando a ele a visão do homem que estava com a sua noiva. Nesse momento, a irmã e a madrasta de Júlia se aproximaram. Giovana, sua irmã mais nova, jogou dois roupões sobre ela. — Vocês deveriam pelo menos se cobrir. — Disse encarando a ruiva que ainda estava sem entender nada, sem falar que a sua cabeça doía bastante, ela sentia que a qualquer momento ela poderia explodir. Mas ela sequer teve tempo de perguntar o que estava acontecendo, sentiu o seu corpo ser jogado de lado e o seu noivo avançar para cima do homem que estava ao seu lado, então ela começou a entender aquela situação toda. Júlia levantou-se rápido e colocou o roupão indo até Marcos, que começou a bater no até então desconhecido para ela. — Eu vou te matar seu desgraçado, você era o meu melhor amigo. — Marcos falou enquanto socava o rosto do homem. — Melhor amigo? — Júlia pensou por alguns segundos. — Arthur? Não, Marcos para, você vai matar ele… Marcos, Marcos por favor, amor não faz isso. — Tentou tirá-lo de cima dele, mas não conseguiu sozinha. — Andem, não fiquem só olhando, me ajudem aqui. — Pediu, olhando para sua madrasta e irmã. — Marcos, não, isso não vale a pena. Você já sabe agora quem são esses dois. Vem comigo, vem. — A mais jovem disse segurando o braço do noivo da irmã. — A Giovana tem razão, Marcos. Não faça nada que o prejudique, agora você sabe que não deve confiar nesses dois. — A mais velha gritou chamando a atenção do homem, que tinha a sua mão suja de sangue. Ele encarou Júlia, que chorava muito. — Eu não sei o que está acontecendo, eu juro, juro que ontem à noite, eu passei a noite com você, era você, meu amor, quem estava aqui comigo. — Disse segurando nos braços dele. No momento seguinte, apenas um estalo foi ouvido, e a jovem caiu, segurando seu rosto, sentindo um gosto forte de sangue. Marcos havia desferido uma bofetada no rosto dela. Arthur, que já tinha vestido a sua calça, correu até ela para auxiliá-la. — Júlia, você está bem? — Segurou-lhe o rosto entre suas mãos, fazendo ela encará-lo. Escorria um pouco de sangue da boca dela. Arthur também tinha o rosto machucado e os cortes feitos pelos socos dados pelo amigo estavam sangrando. — Tem uma explicação para tudo isso, Marcos. Só me ouve, por favor. — Arthur disse, encarando-o. — A única explicação que eu vejo para tudo isso, é que eu sempre fui feito de i****a, enquanto vocês fingiam se odiar. Tenho certeza que riam de mim enquanto se encontravam às escondidas. — Respondeu. — Eu passei a noite toda dirigindo para recompensar a minha ausência no seu aniversário, enquanto você passou a noite inteira dando para esse desgraçado, você não vale nada, Júlia. Você é uma vagabunda e meus pais sempre estiveram certos sobre você, eu deveria ter ouvido eles, teria evitado tudo isso. Vocês dois se merecem, seus desgraçados. Desejo nunca mais ter que olhar pra cara de vocês. — Disse saindo em seguida. — Marcos! Você tem que acreditar em mim, por favor, acredite em mim, eu não sei o que aconteceu comigo. Eu jamais trairia você, meu amor. — Falou em prantos. Mas ele não a ouviu, saiu a passos largos, sendo seguido por Giovana. — Me diz que você está bem, Júlia? Seu lábio está sangrando. — Arthur estava preocupado com ela e por ela ter sido ferida também. — Eu só quero morrer, Arthur. Tudo está perdido. Porque diabos você quem acordou ao meu lado quando eu fui dormir com o Marcos? — Perguntou chorando. — O Marcos estava viajando a trabalho, e você se divertindo com o amigo dele. Ainda fica fazendo esse tipo de pergunta, eu sempre soube que você não valia nada. O teatro de vocês acabou, podem assumir para o mundo o romance que tem há anos, você queria os dois, espero que fique sem nenhum. — Débora disse, mas Júlia não deu atenção para a mulher. — Eu também queria saber o que está acontecendo aqui, você não foi a mulher com quem eu passei a noite. Tem algo errado nessa história toda. — Disse, olhando em volta e ignorando a presença de Débora ali. — Claro que existe algo errado. A Júlia é uma vagabunda, igual a mãe e um m*l exemplo dentro dessa casa, e eu não vou tolerar isso na minha casa, a partir de hoje você não mora mais aqui. — Débora gritou, puxando uma mala até a sala, o que causou curiosidade em Arthur. — Arthur, porque fez isso comigo? Porque destruiu o meu noivado? Você me odeia tanto assim? — Júlia o encarou. — Eu não sei o que está acontecendo, eu sou tão vítima quanto você. Vem, vamos sair daqui, se troca que eu vou fazer o mesmo. Eu sei o que devo fazer e irei descobrir o que fizeram com a gente ontem à noite, e quando eu descobrir, eu não vou deixar barato. — Olhou para Débora, que parecia estar se divertindo com aquela situação. Júlia se trocou rapidamente sobre os olhos atentos de Débora. — E você? Como fez a minha mala tão rápido? Essa casa era do meu pai, e eu tenho o direito de viver aqui. — Júlia disse encarando sua madrasta. — Na minha casa você não fica mais, você acha mesmo que eu vou querer você perto da Giovana? A minha pequena tem que ter pessoas de bom caráter por perto e não uma imunda como você, que se deita com o melhor amigo do noivo. — Arthur começou a estranhar o comportamento de Débora. — Isso tem dedo seu e da sonsa da sua filha, não é? Sua invejosa dos infernos. — Perguntou. — Arthur, que belo amigo você é, enquanto seu amigo viaja a trabalho você se diverte com a noivinha dele e pelas marcas roxas no pescoço dela e as marcas de unhas dela pelo seu corpo, a diversão aqui foi das melhores. — Disse, deixando o jovem mais irritado. — Vamos sair daqui, Júlia. Essa aí já mostrou quem realmente ela é. — Arthur tinha pressa em sair dali, precisava fazer um teste, ele tinha noção de que os dois foram drogados. Enquanto Arthur dirigia, Júlia só conseguia chorar. O homem ficou preocupado e estacionou o carro no acostamento. — Júlia, olha pra mim. — Pediu segurando o rosto da mulher. Ela o encarou com lágrimas nos olhos e desespero. — Eu sei que você me odeia e também sei que a partir de hoje vai me odiar muito mais. Porém, eu jamais ficaria com você sendo a noiva do meu melhor amigo, assim como eu também sei que você jamais trairia o Marcos, por isso eu desconfio que fomos drogados. — Arthur disse. — Drogados? — Perguntou com a voz embargada. Arthur soltou o rosto dela, que secou as lágrimas em seguida. — Você disse que era o Marcos quem você via na noite anterior e eu só fui até a sua festa de aniversário porque me mandou aquela mensagem… — Que mensagem, Arthur? — Perguntou. — Você me mandou uma mensagem, pedindo que eu fosse até a sua casa, já que o Marcos não iria estar presente, você gostaria que eu estivesse. Eu pensei em não ir, mas imaginei que você quisesse dar uma trégua na nossa intriga. — Disse. — Eu não te mandei mensagem nenhuma, você era a última pessoa que eu iria querer na minha festa de aniversário, festa essa que eu não queria comemorar, já que o Marcos não estaria comigo, porém a Débora e a Giovana insistiram, já que seria o meu último aniversário solteira. — Respondeu. — Mais um motivo para fazermos o teste, isso não aconteceu porque queriamos, e vamos provar isso para o Marcos. — Falou. — Arthur, está claro que nós transamos e isso o Marcos não vai perdoar, por mais que fique provado que estávamos drogados. Tudo entre ele e eu com certeza teve um fim essa manhã. — Disse, voltando a chorar. — Mesmo que ele não te aceite de volta, precisamos provar que nós não o traímos. Mas precisamos ser rápidos, eu vou para um laboratório de análises de emergência, que também atendem casos judiciais, tenho alguns conhecidos que trabalham lá e será fácil conseguir um teste, eu quero que isso fique provado imediatamente. — Falou, dando partida no carro. Arthur sabia que Júlia jamais iria pra cama com ele ou com qualquer outro homem que não fosse o seu noivo, mesmo que estivesse bêbada. Os dois estavam machucados física e mentalmente. O advogado se xingava em pensamentos, ele não deveria ter ido ao encontro de Júlia, devia ter ignorado aquela mensagem, mas o que sentia por ela falou mais alto do que qualquer outra coisa. — Pelo que vocês estão sentindo, eu tenho certeza que estão sob efeito de droga, e pelos sintomas é uma nova droga que foi descoberta recentemente, a qual o seu principal sintoma é alucinação. — O médico disse. — Vamos coletar o sangue e amanhã o teste ficará pronto. Também irei pedir que uma enfermeira venha cuidar desses machucados seus, que estão bastante feios. — O homem falou em seguida saiu do quarto. — Júlia, você está bem? Seu lábio está um pouco inchado, aquela bofetada deve ter doído pra caramba. — Ela o encarou. — Doeu menos que as p************s e sujas que o Marcos disse sobre mim, doeu menos do que ele duvidar de mim, Arthur. Isso não é nada comparado ao que eu estou sentindo aqui. — Tocou o seu peito. — Quando o resultado do exame sair, eu tenho certeza que ele vai entender tudo e vocês vão ficar bem. Eu vou me afastar de vocês e cortar qualquer ligação que exista entre nós, não quero causar mais problemas. — Falou triste. — Mas eu não vou perdoar o Marcos, ele não acreditou em mim quando eu disse que tudo que aconteceu era ele que eu via. Eu não posso continuar com o homem que disse coisas horríveis comigo e que ainda me bateu. Meu pai nunca me tocou, homem nenhum bateu em mim em todos esses anos, nunca tinha sentido o peso de uma bofetada até hoje, Arthur. E se o Marcos foi capaz de fazer isso com a mulher que ele dizia amar incondicionalmente, num momento de raiva, ele pode fazer outras coisas, e essa bofetada e tudo que ele me falou, eu não vou perdoar. Eu te odeio, odeio bem mais que antes por ter ido até a minha casa e quero distância de você também, quando o teste sair, eu irei esfregar na cara dele que eu estava sob efeito de drogas e que ele foi injusto comigo. — Deu as costas para Arthur, que assentiu com lágrimas nos olhos e um aperto no coração. Ele a amava, sim a amava em segredo, por anos mantinha aquele segredo em seu coração e amargava a dor de não ter a única mulher que amou em sua vida, era um amor antigo e um amor proibido, ela o odiava e era a garota do seu melhor amigo. Ele escondeu aquilo por tantos anos e sem querer, sob efeitos de uma substância que ele desconhecia, ele destruiu uma amizade de anos e tornou o ódio da sua amada por ele ainda maior.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.2K
bc

O Lobo Quebrado

read
122.0K
bc

De natal um vizinho

read
13.9K
bc

Sanguinem

read
4.3K
bc

Meu jogador

read
3.3K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook