Capítulo 7

622 Palavras
Clara — Ele quer me m***r. — Ele não vai m***r você. — Lyla, eu acho que vai. — E eu vou dizer pela terceira vez que o general não vai tocar em você. — Lyla responde pacientemente. — Veja um lado bom, vocês vão embora hoje. Dizem que Asa é lindo, tenho certeza de que você vai gostar. — Asa. — É tão estranho pensar que logo minha casa será em outro planeta. Meu deus, outro PLANETA. — Como é lá? — É lindo, na verdade é meu planeta favorito da Corrente. Tem montanhas de gelo e rocha, florestas verde esmeralda e lilás orquídea. Tem rios vivos e cavernas de cristalidas. — Cristalidas? — Um reflexo de curiosidade serpenteia em minhas palavras. — O que são? O canto dos lábios de Lyla se curvam levemente. Quase imperceptível,mas estava lá. — Na Terra vocês tem os cristais, certo? Quartzo, amentista...eu acho que é isso. Imagina esses cristais dez vezes maiores, luminescentes e cheios de energia. São as pedras mais preciosas de Asa e é mais valioso do qualquer pedra preciosa de toda a Corrente. — Puxa — é tudo o que consigo dizer. Algo assim é mesmo possível? Uma pedra ou cristal que valha tanto? É incrível. —, deve ser incrível. — É incrível — ela enfatiza —, peça pro seu general levá-la para vê-las. — Ele não é o meu general. Ela revira os olhos. — Ah, Clara. Você não tem noção do poder que tem nas mãos. {•••} Saímos bem cedo. Rodan pegou todas as suas coisas do quarto deixando nas entrelinhas que estávamos partindo para esse novo lugar. Andamos por corredores de vidro e subimos em plataformas magnéticas até chegar ao hangar das naves. A nave em que entramos era diferente de todas as outras. A maioria tem um estilo exagerado, com tons neutros de azul, mas a de Rodan é toda prata, parece uma estrela de tão brilhante. Quando ele disse que íamos para casa eu, literalmente, travei. Casa. Exatamente aonde? Eu não sei nada sobre Asa, sobre essa vida que fui jogada, mas isso não o impediu de me guiar por aquele mercado sujo até essa aeronave metálica. — Está com sede? Quer algo? — Perguntou o macho de pele preta e chifres como os de uma c***a. Quando o vi pela primeira vez o achei ligeiramente engraçado. E por mais que alguém com bom senso e com as faculdades mentais em dia teria fugido ao vê-lo, eu no entanto me apresentei. Ele é muito gentil e me trata como se fosse um bebê que necessita de cuidados. Diferente do meu dono ( estou começando a odiar esse título ) , que me olha como se fosse me m***r, ou comer. Ou os dois. — Estou bem, Euze. Obrigada. Não é como se ele fossem entender que eu simplesmente não sinto vontade de comer, que me estômago não ronca, que a única coisa que necessito é de algumas horas de sono. Ele sorri levemente e então se afasta. Encontro os olhos de Rodan em mim, ou em nós? Sua expressão é de poucos amigos, e parece querer m***r alguém. Viro o rosto, não querendo sustentar seu olhar. Esse homem é louco, e eu estou sua posse. Não poderia ser melhor. As fivelas do acento se fecham sozinhas e eu me assusto de início até que a curiosidade fala mais alto. Como que as fivelas simplesmente surgiram do nada e me prenderam a cadeira? Eu nunca vi nada parecido. Quanto mais tempo fico longe da Terra mais eu noto que existem seres mais avançados do que nós. Para eles somos bebês engatinhando. Talvez seja por isso que Euze me trate como uma.
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