SEBASTIAN A brisa quente devido a falta de árvores no quintal batia em meu rosto e levava junto ao desconforto causado por ela, a minha vontade de fumar. O rádio na varanda tocava algumas músicas famosas na época que meu pai tinha a idade do meu filho e reforçavam ainda mais a ideia em minha cabeça, de que minha vida só podia ser uma espécie de filme. _ Bom dia -disse Estevam, acordando depois que metade do dia já passou. _ Boa tarde, bela adormecida -ele coçou a cabeça ainda acordando e no automático, ascendeu um cigarro. _ Acho que dormi demais -então se alongou depois de um longo trago- tem café? As vezes consigo perceber o quanto passar meus dias neste lugar trancafiado com meu melhor e único amigo pode ser repetitivo. _ Sim -respondi antes de ceder ao impulso de fumar também. _

