Narrado por Hero Green Voltei para o galpão no fim da tarde, com o céu tingido de laranja e o ar carregado daquele frio cortante típico de Moncalieri. A serenidade que vivi ao lado da Maísa Viana naquela manhã ainda ecoava dentro de mim, como uma bolha de paz que começava a estourar com cada passo em direção à escuridão. Eu sabia o que me esperava ali. E sabia o que precisava ser feito. O inferno não abre as portas sozinho. Alguém precisa segurá-las. E eu sempre fui esse alguém. Luca estava na entrada, de pé, atento, como uma sentinela silenciosa. Hero: — Ele ainda está acordado? Luca: — Desde que você saiu. Tentou de tudo. Prometeu fortuna, proteção, influência internacional… já escutei esse roteiro antes. Assenti com um breve gesto de cabeça. Iago estava exatamente como eu previa:

