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Prometida Ao Inimigo

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Sinopse

Aurora DeLuca nunca acreditou em finais felizes, mas também nunca imaginou que seu destino seria selado diante de um altar, ao lado do homem que ela aprendeu a odiar.Criada em meio à queda brutal de sua família, Aurora cresceu carregando as cicatrizes de uma ruína que nunca foi totalmente explicada. Seu pai perdeu tudo da noite para o dia. O nome DeLuca, antes respeitado, tornou-se sinônimo de fracasso, escândalo e vergonha. E, por trás de toda essa destruição, existe um nome que ela jamais esqueceu.Dante Volkov.Frio, poderoso e implacável, Dante construiu um império onde não há espaço para erros, muito menos para sentimentos. Para ele, o mundo é feito de acordos, poder e controle. Tudo tem um preço, e tudo pode ser resolvido com a decisão certa.Inclusive um casamento.Quando uma dívida do passado volta para ser cobrada, Aurora se torna a moeda de troca perfeita. Sem escolha, sem alternativa, ela é forçada a aceitar um acordo que muda completamente o rumo de sua vida. Casar-se com Dante não é apenas um sacrifício, é uma sentença. Uma prisão construída sob regras que ela não criou, ao lado de um homem que ela acredita ser o responsável pela destruição de tudo o que ela amava.Mas Aurora não é uma mulher que se curva facilmente.Ela entra nesse casamento com uma única certeza: não vai se perder dentro dele.O que ela não esperava era que Dante também não fosse o homem que ela imaginava.Por trás da postura calculista e da frieza inabalável, existe alguém que observa, analisa e controla cada detalhe com uma precisão assustadora. Um homem que não aceita ser desafiado, mas que, pela primeira vez, encontra em Aurora alguém que não apenas resiste, mas o confronta de igual para igual.O casamento que deveria ser apenas um acordo se transforma rapidamente em um campo de batalha silencioso, onde cada palavra, cada olhar e cada toque carrega uma tensão impossível de ignorar.Entre provocações, confrontos e momentos inesperados de vulnerabilidade, algo começa a surgir.Desejo.Um desejo perigoso, intenso e inevitável, que cresce mesmo quando ambos tentam negar. Quanto mais resistem, mais ele se torna presente. Quanto mais lutam, mais difícil se torna ignorar a conexão que os une.Mas o passado não ficou para trás.Segredos enterrados começam a vir à tona, revelando que nem tudo é como Aurora sempre acreditou. A verdade sobre a queda de sua família pode ser muito mais complexa do que ela imaginava, e Dante pode não ser o único responsável.Enquanto isso, ameaças externas começam a se aproximar. Pessoas do passado de Dante retornam com intenções perigosas. Antigos relacionamentos, alianças quebradas e obsessões m*l resolvidas colocam Aurora no centro de um jogo ainda maior, onde o poder cobra seu preço e qualquer fraqueza pode ser fatal.Conforme os sentimentos se tornam mais intensos, os conflitos também crescem. O orgulho, a desconfiança e as verdades não ditas se tornam barreiras difíceis de quebrar. Um erro, uma interpretação errada ou uma escolha impulsiva pode destruir qualquer chance de reconstruir algo entre eles.E talvez destrua.Porque nem todo amor nasce da forma certa.Alguns surgem do caos, da dor e da guerra.E quando sentimentos verdadeiros começam a surgir em um relacionamento construído sobre mentiras, controle e ressentimento, a pergunta deixa de ser se eles vão se apaixonar.A pergunta passa a ser se esse amor será suficiente para sobreviver.Entre segredos que ameaçam vir à tona, traições que podem mudar tudo e uma atração que se recusa a ser ignorada, Aurora e Dante precisarão decidir até onde estão dispostos a ir.Se vão continuar lutando um contra o outro.Ou se vão arriscar tudo para lutar juntos.Porque, no fim, apenas uma coisa é certa.Esse casamento nunca foi apenas um acordo.Foi o começo de algo muito mais perigoso.

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Capítulo 1 - Votos que Não São Meus
Aurora DeLuca O peso do vestido não era nada comparado ao que se acomodava no meu peito. A seda branca deslizava pelo meu corpo como uma mentira bem contada, impecável aos olhos de quem observava de fora, sufocante para quem a carregava. Cada passo em direção ao altar parecia ecoar dentro de mim como um lembrete c***l de que aquela escolha nunca foi minha, de que cada pétala espalhada pelo caminho escondia, na verdade, os destroços de tudo o que restava da minha vida. O salão estava tomado por rostos desconhecidos, figuras elegantes e impecavelmente vestidas, pessoas que sorriam como se estivessem testemunhando um conto de fadas, quando, na realidade, aquilo não passava de um acordo frio selado diante de testemunhas silenciosas. O cheiro de flores era intenso demais, quase sufocante, misturado ao perfume caro que pairava no ar e à tensão invisível que parecia se infiltrar em cada respiração. Eu não olhava para os lados. Se o fizesse, correria o risco de vacilar. E vacilar não era uma opção. No fim do corredor, ele me esperava. Dante Volkov. O homem que, na minha cabeça, era responsável por tudo o que minha família havia perdido. O homem que agora carregaria o direito de me chamar de esposa como se aquilo fosse apenas mais uma conquista, mais um território dominado, mais um contrato assinado com a frieza que o tornava tão temido. Quando nossos olhares finalmente se encontraram, algo dentro de mim se retraiu… e, ao mesmo tempo, se incendiou. Havia algo errado naquele olhar. Não era apenas indiferença. Não era apenas arrogância. Era atenção. Uma atenção silenciosa, precisa, como se ele estivesse me estudando desde o instante em que coloquei os pés naquele salão, como se estivesse esperando por mim com uma calma que não combinava com a situação. Meu queixo se ergueu instintivamente. Se ele esperava submissão, estava prestes a se decepcionar. Continuei caminhando, sentindo cada batida do meu coração mais forte do que a anterior, até que a distância entre nós desapareceu. De perto, Dante era ainda mais intimidante. A presença dele não precisava de esforço para se impor, não precisava de palavras para dominar o espaço. Era o tipo de homem que fazia o ar parecer mais denso ao redor, como se tudo se reorganizasse silenciosamente à sua vontade. Quando parei ao seu lado, não desviei o olhar. Se aquilo era um jogo, eu não seria a primeira a piscar. Por um segundo que pareceu longo demais, ele também não disse nada. Apenas me observou. E, naquele silêncio carregado, tive a sensação desconfortável de que havia algo que eu não estava vendo, algo escondido por trás daquela postura impecável, algo que não combinava com a imagem que eu construí dele ao longo dos anos. Mas não importava. Para mim, ele continuava sendo o homem que destruiu minha família. E eu não esqueceria isso. O celebrante começou a falar, sua voz preenchendo o espaço com palavras ensaiadas sobre união, compromisso e destino. Termos que, naquele contexto, soavam quase como uma ironia c***l, deslocados demais da realidade que se desenrolava ali. Eu m*l escutava. Minha atenção estava presa nele. Na forma como ele permanecia imóvel, seguro, como se aquele momento não tivesse peso algum. Como se estivesse apenas aguardando a formalização de algo que já considerava resolvido. Quando chegou a hora dos votos, o silêncio se instalou com uma intensidade quase palpável. Meu nome foi chamado. Meu corpo não hesitou, mesmo que tudo dentro de mim gritasse. — Sim. A palavra saiu firme, sem tremor, sem fraqueza. Era apenas uma palavra. Mas soou como uma sentença. Os olhos dele permaneceram sobre mim por mais um segundo antes de se voltar para o celebrante. E então veio a vez dele. Por um instante mínimo, imperceptível para qualquer outra pessoa, Dante inclinou levemente a cabeça, como se estivesse considerando algo, como se aquele momento carregasse um significado que ele não demonstrava abertamente. Então, com a mesma calma que parecia definir cada movimento seu, ele respondeu: — Sim. Simples. Direto. Irreversível. O som daquela palavra percorreu meu corpo como um aviso. A partir dali, não havia mais retorno. O celebrante continuou, as alianças foram entregues, os aplausos começaram a surgir de forma automática, como se todos ali estivessem apenas cumprindo um roteiro esperado. O mundo ao redor parecia distante, abafado, quase irrelevante diante do que realmente importava. Quando Dante pegou minha mão para colocar a aliança, seu toque foi firme, controlado… mas não frio. E aquilo me pegou desprevenida. A ponta dos meus dedos reagiu antes que eu pudesse impedir, uma descarga sutil, inesperada, que percorreu meu braço e se espalhou pelo meu peito de forma inquietante. Meu olhar se ergueu automaticamente. E, dessa vez, foi impossível ignorar. Havia algo ali. Algo perigoso. Algo que não deveria existir entre nós. Quando chegou a minha vez, deslizei a aliança pelo dedo dele com a mesma firmeza, me recusando a demonstrar qualquer reação, mesmo que meu corpo parecesse ter decidido agir por conta própria. O celebrante sorriu. As palavras finais foram ditas. E então veio o momento que selaria tudo. — Você pode beijar a noiva. O mundo pareceu parar. Por um segundo, ninguém respirou. E, naquele momento, senti uma dúvida real atravessar meu peito. Não sobre o casamento. Mas sobre ele. Dante não se moveu imediatamente. Seus olhos permaneceram nos meus, intensos demais, próximos demais, como se estivesse me dando tempo para recuar… ou como se estivesse avaliando se eu iria. Eu não recuei. Não pisaria para trás. Não para ele. Então, sem pressa, sem hesitação, ele se aproximou. A mão dele subiu até o meu rosto, firme o suficiente para me manter no lugar, cuidadosa o bastante para não parecer imposição. E, quando seus lábios tocaram os meus, tudo o que eu esperava sentir simplesmente não aconteceu. Não houve frieza. Não houve indiferença. Houve intensidade. Uma intensidade silenciosa, controlada, mas inegável, que se infiltrou sob a minha pele e se espalhou rápido demais, quebrando qualquer expectativa que eu tivesse construído. Aquilo não era um beijo de contrato. Era um aviso. E, no fundo, eu soube. Aquele casamento não seria apenas uma prisão. Seria uma guerra. E eu ainda não fazia ideia de quão profundamente sairia marcada por ela.

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