CAPÍTULO 158 KELLY NARRANDO A moto parou devagar na frente da minha casa, o motor ainda vibrando um pouquinho antes de desligar por completo. O morro tava silencioso, só um cachorro latindo longe e o vento frio passando entre as árvores. Eu desci da moto, tirando o capacete, e antes mesmo de devolver pra ele, o Júlio segurou minha cintura e me puxou de volta. O beijo veio de surpresa, mas eu já tava esperando. Foi rápido, mas daquele jeito que diz mais do que um discurso inteiro. — Amanhã… — ele falou encostando a boca na minha, sem pressa nenhuma — eu vou trocar uma ideia com tua mãe. Eu arregalei os olhos na hora, o coração disparando. — Júlio, espera… — sussurrei, segurando a camiseta dele. — Não faz isso agora não. Minha mãe tá com a cabeça quente, a gente ainda tá tretada… deixa

