CAPÍTULO 157 KELLY NARRANDO Depois que a Bibi saiu, a porta ainda balançou um pouquinho com o vento do corredor. Eu fiquei parada olhando pra maçaneta, como se ela fosse voltar a qualquer momento dizendo que esqueceu alguma coisa. Mas não voltou. Suspirei, passei a mão no cabelo e voltei pra sala. O Júlio tava sentado no sofá, meio jogado, com aquele jeito dele que parece sempre pronto pra brigar ou pra rir — nunca dá pra saber qual vem primeiro. A pizza chegou bem na hora, o entregador gritando lá do portão: — Pedido da casa 12! Desci pra pegar, já sentindo o cheiro de queijo derretendo. Voltei pra sala com a caixa quente entre os braços, e o Júlio abriu ela como se fosse um tesouro. — Pô, tu pediu metade frango com catupiry pra mim, né? — ele perguntou com aquele sorriso sacana.

