CAPÍTULO 156 BIBI NARRANDO A boca dele ainda tava colada na minha quando eu sussurrei, com o coração batendo rápido demais pro meu corpo pequeno aguentar: — Eu preciso de um banho… tô toda grudando. Ele riu baixinho contra meus lábios, aquele riso rouco que sempre me desmontou, mesmo quando eu jurava que não ia mais cair. — Posso ir contigo? — ele perguntou, desse jeito sem vergonha nenhuma, mas com um cuidado na voz que antes eu não ouvia nele. — Prometo que eu só tomo banho… se tu quiser. Levantei a cabeça devagar e olhei pra ele. O Gabriel me encarava como se o mundo tivesse ficado menor, como se tudo que importasse coubesse ali, naquela cama, naquele quarto, no barulho do Vinícius respirando no berço. Eu respirei fundo, passei o dorso da mão no meu rosto pra tirar o resto do cho

