15- JULIO

1302 Palavras

CAPÍTULO 15 JÚLIO NARRANDO O sol já tava rachando o calçamento quando a gente chegou no QG. O caminhão encostou devagar, e o barulho da lona sendo puxada cortou o silêncio da manhã. O cheiro de pólvora e gasolina misturado com o de suor dos menor da contenção deixava o ar pesado, daquele jeito que só quem vive o corre conhece. Escorpião tava do meu lado, braço cruzado, olhar atento em tudo. O homem não perdia um movimento — parecia que via até o que tava escondido. — Confere tudo direitinho, Júlio. — ele disse, a voz rouca, firme. — Essa carga aqui veio de longe, e eu não quero saber de furo, ouviu? — Tá tranquilo, irmão. — respondi, batendo no peito. — A gente vai pesar, contar e separar o que vai pro estoque ainda hoje. Os menor começaram a descarregar as caixas, uma por uma. O som

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