Sem Opções

978 Palavras

Henzo não disse mais nada. O silêncio dele era pior do que qualquer grito. Ele apenas se afastou de Sol, respirando como se precisasse de ar para não explodir ali mesmo. Pegou a camisa, vestiu de qualquer jeito, os dedos tão tensos que até erraram o botão. Depois pegou a calça, os sapatos e por último a arma, as chaves — tudo com movimentos secos, duros, sem olhar para ela. Sol, ainda ofegante, ainda tremendo, perguntou num fio de voz: — Henzo… aonde você vai? Ele virou com um estalo, os olhos queimando raiva — não dela, não exatamente, mas do que ele sentia, do que aquilo significava, do que ele não queria admitir. — Não te interessa. Ela deu um passo à frente, instintivamente. — Henzo… — SAI DA MINHA FRENTE! — ele gritou, a voz cortando o ar como lâmina. Sol recuou na hora. Nã

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