Henzo não voltou para o hotel naquela madrugada. Sol ficou sentada na beira da cama por longos minutos, abraçando os próprios braços, tentando não pensar — mas pensar era tudo o que ela sabia fazer. O silêncio do quarto parecia zombar dela. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Nada. Ele deve estar em algum bordel caro no Brasil… O pensamento veio como uma facada, seco, c***l, e ela imediatamente tentou afastá-lo. Mas doía porque parecia possível. Porque homens como Henzo sempre tinham um lugar para ir. Sempre tinham para onde escapar. E mulheres como ela… não. A verdade — que ela jamais imaginaria — era que Henzo estava dentro do carro, parado na frente do hotel, desde que deixou Sol sozinha naquele quarto. Ele não entrou. Não dormiu. Ficou ali, no escuro, com o motor desligado e a cabe

