A pista de dança era um chão de cimento m*l varrido, iluminado por luzes piscando como vagalumes descontrolados. O som batia forte, grave, fazendo o peito vibrar. Em meia hora — meia hora apenas — Sol já tinha feito o que faz de melhor: sumir com Lupita da mesa e arrastá-la pro meio do povo, sem dar tempo pra ninguém contestar. — VEM, LUPITA! — Sol gritou por cima da música, puxando a noiva como se puxasse uma amiga de anos. — HOJE TU VAI APRENDER A VIVER! Lupita, já meio zonza dos copos virados (e do medo que estava virando atrevimento), foi atrás, tropeçando um pouco, mas rindo. Os cabelos soltos dela balançavam, o vestido curto improvisado mostrava as pernas delicadas, e cada movimento era observado pelo morro inteiro. Barão não tirava os olhos dela. Henzo também, mas no caso era pre

