A área do bar era uma mesa improvisada com tábuas grossas, caixas de som tremendo e luzes coloridas piscando como se tivessem vida própria. O cheiro de churrasco, fumaça e perfume barato se misturava no ar. A música estourava nos ouvidos, mas Sol entrou como se estivesse chegando numa festa de gala. — Aê, chefe, chegou o Barão! — alguém gritou, e mais tiros de comemoração explodiram no alto. Barão conduzia Lupita com cuidado, enquanto Henzo vinha logo atrás — atento, em alerta, e, claro, já arrependido de cada decisão que o trouxe até ali. Sol bateu a mão na bancada do bar improvisado, estalando os dedos como quem manda naquilo tudo: — Meu parceiro! Traz whisky do bom pra gente! Do bom mesmo! Fez um gesto grande com a mão. — Nada dessa água de batata que vocês chamam de bebida. Querem

