O banheiro era pequeno, abafado, iluminado por uma luz branca que parecia realçar cada sombra de angústia no rosto de Lupita. Assim que a porta fechou, a máscara dela desabou. Lupita levou as mãos ao próprio rosto, a respiração falhando, a boca tremendo — e então vieram as lágrimas, grossas, desesperadas, pesadas demais para o peito pequeno que tentava segurá-las. — Não… não vou… não vou conseguir… — ela soluçou. Antes que Sol pudesse alcançá-la, Lupita começou a se bater — tapas no rosto, nos braços, como se quisesse arrancar a própria pele, como se quisesse acordar de um pesadelo. — Não vou me acostumar! — ela chorava, a voz embargada. — Não vou dar conta desse mundo! Sol, eu… eu não vou conseguir! Sol avançou rápido e a segurou pelos pulsos, firme, forte, sem violência, mas com a

