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Sinopse

Sabina Hidalgo é uma mulher que está em coma há vários meses em busca de uma possível razão para voltar à vida. Enquanto procurava os motivos, ela conhece Joalin Loukamaa, a única pessoa que pode vê-la.

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Chapter 1 - Sabina
Coma é o estado em que uma pessoa fica com a consciência comprometida e demonstra pouca ou nenhuma reação à estímulos, não sendo capaz de abrir os olhos, pronunciar palavras nem obedecer a comando simples. Sim nós que estamos em coma ouvimos vocês nos contando as novidades do mundo enquanto estamos "descansando" e acreditem, queremos sair dessas tanto quanto vocês, na maioria das vezes. Meu nome é Maria Sabina Hidalgo Pano. Vim para o Estados Unidos para estudar música, minha família não me apoiou muito com essa ideia e sair do México aos 18 anos, com as economias que juntei após anos de trabalho em uma pequena lanchonete e sem o apoio dos pais foi difícil, mas eu consegui. Consegui comprar os materiais. A faculdade tem um programa para intercâmbio e associada com o governo estadual eles nos dão uma casa para morarmos, tipo uma irmandade e na minha irmandade tinha: uma brasileira, uma alemã, uma japonesa, uma coreana, uma russa e uma senegalesa. Tínhamos nossas diferenças e desavenças, como Any e Sina quando resolviam falar da copa de 2014. Mas em geral nos dávamos bem, cada uma estudava um curso, e vivemos bem durante dois anos, elas continuam vivendo e eu... Irei explicar. - Sabina, você prometeu. - Reclama Sofya do outro lado da linha. Minha menina Russa estava animada. Era seu aniversário de 18 anos. (Ela havia ido para a faculdade aos 16) No dia seguinte iria começar em uma companhia de dança por indicação da faculdade, a faculdade que fazíamos também envolvia a dança. Eu prometi ir até a festa dela e estar lá no horário, mas agora estava presa no estacionamento do shopping. - Eu sei, minha bonequinha, mas eu realmente não tenho como sair daqui, está chovendo muito, é possível que eu me atrase. - Disse. Eu havia ido comprar o presente dela. O mesmo que ela havia me dito centenas de vezes que não precisava, mas eu queria dar algo para ela. Ela era especial, assim como todas as garotas na irmandade. - Saby, eu não me importava com o presente, eu só quero você aqui. – “Se alguma de nós faltasse seu aniversário, queria só saber se você estaria assim, Sofya.” Ouvi alguém do outro lado da linha dizer, possivelmente a Any. - Ok, meu bebê, eu tentarei chegar ao ponto de ônibus sem me molhar e pegar uma gripe. - Ouvi ela suspirar. - A pizzaria fecha às 11h00pm. - Estarei aí às 10h59pm - Ouvi ela rir e nos despedimos. Respirei fundo e olhei o relógio 9h45pm. Nunca que se eu esperasse mais, iria dar tempo de chegar a pizzaria, apesar do trânsito, a pizzaria era longe, então respirei fundo e segurei o pequeno presente da Sofya em minhas mãos e corri. Mas como sou uma pessoa desastrada, lerda e pelo visto, sem um pingo de amor à vida, não olhei para o lado, e tudo que ouvi foi um grito agudo de alguém que estava juntamente comigo na área coberta aguardando o fim da chuva e a escuridão. Abri os olhos e olhei para os lados, parecia estar em algum lugar nas nuvens e meu primeiro pensamento foi: "p**a que pariu. Eu morri." - Não é apropriado ter esse tipo de pensamento por aqui. - Levo um susto ao ouvir uma voz e olho em direção à ela, uma criança vestida de branco e com os cabelos castanhos um pouco abaixo dos ombros estava ali me observando, seus grandes olhos castanhos brilhavam e seu sorriso era encantador. - Onde eu estou? - Pergunto. - Muitos chamam isso aqui de purgatório, mas aqui não é isso, mas também não é o céu e nem o inferno. É algo entre eles. - Respondeu. - Deus não deu um nome definido, mas nós chamamos de espaço da razão. - Franzi a testa. - Espaço da razão? - Me chamo Evangeline. Sou um anjo mensageiro e serei a responsável por você durante essa jornada. - Que jornada. - Sabe toda aquela história de último julgamento? - Assenti atordoada. - Isso não existe... Mas sabe aquela história de luz no fim do túnel? - Assenti. - Isso existe... A luz nada mais é que o seu nascimento em uma outra vida. Mas as pessoas que ficam em coma, elas recebem uma espécie de segunda chance. Você não viu luz alguma, você está apenas em coma e precisa me dar razões para continuar viva. Caso não encontre... Terei que te encontrar outra vida. - Explicou. - Entendi mais ou menos. - Ela sorriu. - Quantos motivos eu terei que te dar? - Indago. - Bom... Isso varia... Muitas pessoas precisaram listar mais de 200 motivos e outras precisou de apenas um, isso é você quem vai me dizer. - E enquanto isso? O que eu faço? - Vai pra terra e encontra os motivos... Mas preciso ditar as regras. - Permaneci com o cenho franzido. - Regra número 1: Você pode me chamar à terra para te ajudar em algo, como lugares, endereços e etc. Regra número 2: Você pode me pedir ajuda em apenas 1 motivo, mas eu não posso te dar ele completamente ou te ajudar em algo... Celestialmente, quero dizer. Regra número 3: só pode me entregar os motivos quando tiver certeza que eles estão completos e tem que ser todos e não apenas um de cada vez. Ficou claro? - Assenti, mesmo sem entender muito o que estava acontecendo. - Ótimo. Os primeiros dias podem ser dolorosos, mas depois você se acostuma. E novamente uma escuridão e eu abri os olhos, estava em um hospital, parada no corredor, vi meu corpo imóvel sendo carregado às pressas por enfermeiros que diziam coisas na língua da medicina. Sofya estava chorando seguindo a maca, Heyoon estava ao seu lado. Ela tentou entrar, mas foi impedida. Doeu ver meu bebê chorando daquela maneira, tentei entrar, mas também me bati com a porta atraindo a atenção de todos que não me viram, acharam estranho, mas ignoraram. - Evangeline... - Chamei e a garota apareceu ao meu lado. - Que tipo de fantasma eu sou? Porque que eu não atravesso portas? - Você não é um fantasma, por que você não morreu... Ainda... – Franzi a testa. – E você não pediu para atravessar portas. - Ela diz como se fosse óbvio. - E precisa? - Sim... Muitas pessoas preferem não ultrapassar objetos sólidos para ficarem assombrando os coleguinhas enquanto procuram suas razões. - Eu quero poder atravessar objetos sólidos quando eu quiser. - Okay então... - Diz ela dando de ombros e sumindo. - É só isso? – Perguntei, mas não houve resposta. Coloquei meu braço e ele ultrapassou a porta, sorri, mas antes de ultrapassar todo o meu corpo, ouvi algo que me fez parar. - É culpa minha... - Disse Sofya, me virei ela estava abraçada com Heyoon que tentava acalma-la e chorava também. - Se eu não tivesse a pressionado... - Ela fungou. - Ela não teria se apressado. - Engoli em seco. - Não...Sofya... A culpa não é sua. - Obviamente ninguém me ouviu. - Ela vai ficar bem... Não vai Yoon? - Sofya encara Heyoon. A sul-coreana sempre foi a mais “cabeça" de nós, a mais responsável e a que mais nos dá força em momentos difíceis. Ela era a nossa mãe na irmandade. Ela apenas abraçou Sofya e acariciou seus cabelos. Eu fui a primeira pessoa a falar com Sofya na faculdade, nos apegamos rápido e ela se tornou um pedacinho de mim, uma irmã caçula e eu amava como tal. Vê-la chorar quebrava o meu coração e eu sofri um acidente justo em um dia que deveria ser especial para ela. Ela estava longe de sua família, a irmandade, em especial eu, éramos o mais perto que ela tinha disso e tentamos fazer de tudo para o dia ser especial. Okay, motivo número 1: Não posso morrer e deixar a Sofya em plena data de seu aniversário.

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