O sol m*l tinha nascido quando Rebeca já estava de pé. A rotina puxada nunca foi um problema para ela — pelo contrário, era o que a mantinha firme no propósito de crescer. Depois de um banho rápido e um café simples, ela se arrumou e seguiu para a loja.
Ao abrir a porta, aquele cheiro de roupa nova tomou conta do ambiente. As caixas que tinham chegado no dia anterior ainda estavam ali, esperando para serem organizadas. Rebeca respirou fundo, amarrou o cabelo em um coque e começou o trabalho.
Peça por peça, ela separava, analisava, imaginava combinações, pensava nas clientes. Era mais do que vender roupas — era sobre fazer cada mulher se sentir bonita.
Enquanto organizava a vitrine, perdida em seus pensamentos, a porta da loja se abriu de repente.
— Bom diaaaa! — a voz animada de Carla ecoou pelo espaço.
Rebeca nem precisou virar para saber que ela vinha sorrindo.
— Pelo jeito alguém teve uma noite maravilhosa — disse Rebeca, com um leve sorriso no canto dos lábios.
Carla largou a bolsa no balcão e já foi se aproximando, com os olhos brilhando.
— Amiga… você não faz ideia! — ela praticamente pulava de empolgação. — O Roberto… meu Deus, que homem!
Rebeca soltou uma risada baixa.
— Calma, respira e me conta direito.
Carla começou a andar de um lado para o outro, revivendo cada momento.
— A gente saiu, conversou, riu… ele é super atencioso, engraçado… e depois… — ela fez uma pausa, mordendo o lábio, — foi tudo perfeito.
Rebeca cruzou os braços, observando a amiga com carinho, mas também com um certo cuidado no olhar.
— Eu fico feliz por você, de verdade… mas vai com calma, Carla. — disse, em um tom mais sério. — Às vezes, no começo tudo parece perfeito mesmo. Não se joga de cabeça tão rápido.
Carla suspirou, mas ainda sorrindo.
— Eu sei… você sempre com os pés no chão. Mas é difícil, viu? Ele é diferente.
— Todo mundo parece diferente no começo — respondeu Rebeca, voltando a organizar algumas peças. — Só observa, conhece melhor… deixa as coisas acontecerem no tempo certo.
Carla assentiu, respirando fundo, como se absorvesse o conselho.
— Tá bom… vou tentar me controlar.
Por alguns minutos, as duas ficaram em silêncio, focadas no trabalho. Até que Carla quebrou o clima novamente, agora com outro assunto.
— Ah! Esqueci de te contar… — disse ela, animada de novo. — Sábado vai ter o aniversário do Lucas. Um churrasco lá na casa dele. Os meninos vão tudo!
Rebeca ergueu o olhar, interessada.
— Sério?
— Sim! E a gente precisa ir, né? — Carla respondeu, já empolgada. — Vai ser perfeito!
Rebeca pensou por um instante, mas logo um leve sorriso apareceu.
— Tá… pode ser uma boa mesmo.
Carla bateu palminhas, animada.
— Então pronto! E hoje, depois que a gente fechar a loja, vamos sair pra comprar biquíni!
Rebeca arqueou a sobrancelha.
— Biquíni?
— Claro! — Carla respondeu, como se fosse óbvio. — A gente tem que ir lindas, maravilhosas! Quero chegar lá e causar!
Rebeca riu.
— Você já causa naturalmente, Carla.
— E você também, só não percebe — retrucou ela, apontando para a amiga. — Então nada de desculpa! Hoje a gente vai escolher os melhores.
Rebeca balançou a cabeça, divertida.
— Tá bom… depois do expediente a gente vai.
Carla abriu um sorriso enorme.
— Assim que eu gosto!
As duas continuaram trabalhando, agora entre risadas, comentários e expectativas para o fim de semana. No fundo, cada uma carregava seus próprios pensamentos — Carla, empolgada com um novo começo. Rebeca, mais cautelosa, mas curiosa com tudo que estava por vir.
O sábado prometia… e talvez trouxesse mais surpresas do que elas imaginavam.
Depois de um dia cheio na loja, Rebeca e Carla fecharam as portas já no início da noite, mas a empolgação de Carla parecia só aumentar.
— Bora, mulher! Hoje a gente vai arrasar! — disse ela, puxando Rebeca pelo braço.
As duas seguiram para o shopping, rindo e comentando sobre o churrasco do sábado. Entraram em várias lojas, experimentaram diversos modelos, até que finalmente encontraram os biquínis perfeitos.
Carla escolheu um fio dental vermelho, chamativo, que valorizava cada curva do seu corpo. Já Rebeca optou por um preto elegante, simples, mas extremamente sensual. Para completar, escolheram saídas de banho leves e sofisticadas, que davam aquele toque final de charme.
— Amiga… a gente vai parar aquele lugar — Carla disse, se olhando no espelho, empolgada.
— Você principalmente — respondeu Rebeca, rindo.
Depois das compras, ainda passaram no salão. Fizeram as unhas, cuidaram do cabelo e aproveitaram aquele momento de autocuidado, conversando sobre tudo — homens, sonhos, medos e expectativas.
Mais tarde, já cansadas, voltaram para casa. A ansiedade pelo dia seguinte era grande, mas o cansaço falou mais alto, e logo as duas adormeceram.
Na manhã seguinte, Carla chegou cedo à casa de Rebeca, cheia de energia como sempre.
— Acorda! Hoje é dia! — disse ela, abrindo a janela e deixando a luz invadir o quarto.
Rebeca resmungou, mas acabou rindo.
— Você não muda…
As duas tomaram café juntas e começaram a se arrumar. Entre maquiagem, escolha de acessórios e últimos ajustes, o clima era de pura animação.
Quando terminaram, estavam simplesmente deslumbrantes.
— A gente tá perigosa hoje — Carla disse, se olhando no espelho.
— Um pouco — respondeu Rebeca, com um sorriso confiante.
Sem perder tempo, seguiram para a casa de piscina do Lucas. Ao chegarem, o som do pagode já tomava conta do ambiente, e várias pessoas estavam espalhadas entre a área da churrasqueira e a piscina.
Lucas veio recebê-las com um sorriso.
— Olha quem chegou! — disse ele, animado. — Vocês estão lindas!
Elas entregaram o presente, agradeceram e foram conduzidas até uma mesa próxima à piscina.
O sol batia na água, criando reflexos que deixavam o clima ainda mais convidativo. As duas se acomodaram, pegaram suas bebidas e começaram a conversar, rindo e aproveitando o momento.
Do outro lado, em uma mesa mais afastada, Rafael e Leandro já tinham notado a chegada delas.
— Caramba… — murmurou Leandro, sem disfarçar o olhar. — Elas vieram pra acabar com a gente hoje.
Rafael não respondeu de imediato. Seus olhos estavam fixos em Rebeca, observando cada detalhe — o jeito que ela sorria, a forma como mexia no cabelo, a leveza nos gestos.
— Eu vou lá — disse ele, decidido.
Leandro soltou um sorriso de canto.
— Já era esperado.
Enquanto isso, Rebeca e Carla brindavam, distraídas, quando perceberam a aproximação.
— Posso me juntar a vocês? — a voz de Rafael soou firme, mas com um leve charme.
Rebeca levantou o olhar e sorriu.
— Claro.
Carla trocou um olhar rápido com a amiga, já entendendo o clima.
— Achei que vocês não vinham — continuou Rafael, puxando uma cadeira.
— A gente quase não veio… — respondeu Rebeca, provocando.
— Ainda bem que vieram — ele retrucou, olhando diretamente para ela.
O clima começou a esquentar, cheio de olhares e sorrisos discretos.
Pouco depois, Roberto apareceu, animado como sempre.
— Olha só… reunião boa aqui! — disse ele, já se aproximando de Carla.
— Demorou, hein! — ela respondeu, sorrindo.
Logo atrás, Leandro também chegou, com aquele jeito confiante de sempre, olhando especialmente para Rebeca.
— Então vocês resolveram aparecer… — disse ele, com um sorriso malicioso.
Carla riu, enquanto Rebeca apenas observava, sentindo o clima mudar ao redor.
Agora todos estavam ali, juntos novamente.
Entre risadas, bebidas e olhares que diziam mais do que palavras, o dia prometia ser intenso.
E, pelo jeito… ainda estava só começando.