Eu achei que, depois de tudo aquilo… ia ficar mais fácil. Mas não ficou. O hospital ainda tinha aquele cheiro estranho… de silêncio e de quase morte. E, mesmo com o médico dizendo que o Daniel estava fora de perigo, alguma coisa dentro de mim não se acalmava. Talvez porque o perigo agora… não estivesse mais lá fora. — Você quer que eu te leve pra casa? — o Rafael perguntou. Eu olhei pra ele. O jeito preocupado. O cuidado. O carinho de sempre. E aquilo só me deixou pior. — Não… — respondi, tentando sorrir. — Eu acho que vou ficar sozinha hoje. Ele estranhou. — Sozinha? Assenti. — Eu tô cansada… preciso descansar um pouco. Não era mentira. Mas também não era toda a verdade. Ele chegou mais perto. Deu um beijo na minha testa. — Qualquer coisa me liga. — Ligo. Eu vi ele sair

