O hospital estava silencioso. Aquele silêncio frio… diferente de tudo que tinham vivido nas últimas horas. Rebeca estava sentada na cadeira ao lado da cama. As mãos ainda marcadas pelo sangue seco. Os olhos cansados. Mas atentos. Daniel estava deitado. Ligado a aparelhos. Respiração controlada. Mais estável. A porta abriu devagar. O médico entrou. Olhou os exames. Depois olhou para ela. — Ele passou pelo pior. Rebeca prendeu a respiração. — O tiro não atingiu nenhum órgão vital. Pausa. — Ele vai ficar bem. Os olhos dela encheram de lágrimas. Mas dessa vez… de alívio. — Obrigada… — ela disse, quase sem voz. O médico assentiu e saiu. Rebeca olhou para Daniel. Agora mais calma. Mais leve. — Você me assustou… — sussurrou. Do outro lado da cidade… Rafael estava em c

