Olhos Castanhos, Vestido Vermelho

3643 Palavras
Arizona Robbins P.O.V Ouvi mais algumas vozes lá de baixo, e decidi que era hora de ser mulher e encarar as consequências. Quando eu desci e pisei no último degrau eu a vi. Estava de costas para mim, mas eu não pude evitar deixar de respirar fundo. Ela estava estonteante. E eu provavelmente, nunca tinha gostado tanto daquele tom de azul quanto agora. Eu usava vermelho e ao me aproximar tremi, ao perceber, o quanto combina bem com o seu azul. Seu vestido azul deveria ser feito de algum tipo de cetim brilhante, embora sua pele parece ainda mais macia, com tiras finas prendendo o tecido na parte superior de cada ombro. Tudo que eu podia pensar era o quanto eu gostaria de puxar a fita delicada e vê-la cair em torno de sua cintura. Eu pensei por um segundo que eu teria que voltar lá para cima antes que ela me viesse, mas como nada na vida era tão fácil, ela se virou para mim. Nossos olhos se encontraram do outro lado da sala e eu percebi que o tom de castanhos dos seus olhos eram ainda mais hipnotizantes. Sim, eu era patética! Por um momento, enquanto eu descia as escadas lentamente, quase parecia que ela estava esperando por mim. Era isso que o sorriso que enfeitou os seus lábios parecia dizer, ele era tão real, tanto que eu quase acreditei nos seus significados. Contudo, eu sabia que a sua postura pacífica era apenas ela interpretando seu papel de garota doce na frente dos meus pais e Mike. – Boa noite, Mrs. Robbins. – Disse ela em um tom suave e inocente. Notei como seus olhos brilhavam ainda mais quando ela não os escondia atrás dos seus óculos, embora eu gostasse da presença deles. Parecia lhe dar um tom adorável que normalmente ela não demonstrava perto de mim. Também era... bom, sexy pra caramba. Meu maxilar cerrou com divertimento, desempenhando o papel de amigasivais em frente à minha família. – Pode me chamar de Arizona ou Ari, Calliope. Não precisamos de formalismos aqui. –Respondi, curvando ligeiramente a cabeça em um gesto da mesma forma educada, e observando seus olhos quando eles lutaram para não se abaixar. O nosso olhar nunca se quebrou, mesmo quando minha mãe chamou a todos para o pátio para tomar uma bebida antes do jantar. Quando ela começou a passar por mim, eu tive de conter a vontade de puxá-la para longe deles. – Eu realmente espero que você não tenha detestado as flores que enviei para o seu escritório ontem. Admito que foi um pouco demais, mas eu estava ansioso para te conhecer. – Mike perguntou antes de sentar e eu senti um nó apertar nas minhas entranhas quando Callie virou a cabeça e olhou para mim. – Flores? Eu tive flores sendo entregues a mim? – Ela perguntou com a testa franzida e os olhos acusadores. Eu dei de ombros casualmente e balancei a cabeça. – Não, eu pelo menos não vi nenhuma. – Menti descaradamente e caminhei por eles para fazer o meu caminho para fora, já servindo um pouco de uísque sem gelo no meu copo. Ela ia me matar se descobrisse. Eu mantive meus olhos no seu rosto enquanto Mike tentava engatar uma conversa, até o jantar finalmente ser servido, ficando claro que havia uma enorme falta de interesse dela em Mike. Ela até flertou com ele às vezes. E, ok, talvez, eu tivesse me segurado para não jogar "acidentalmente" caldo quente nas calças dele e o mandar para casa com uma queimadura de segundo grau, só para lembrá-lo que ela não estava interessada no seu papo i****a. Não era óbvio? Mike além de lento também deveria ser cego. – Então Callie, o Sr. e a Sra. Robbins me disseram que você é de Metrópoles. – A voz de Mike-sem-queimadura-ainda quebrou meu foco sobre ela, e eu voltei minha atenção para seu rosto a tempo de vê-la sorrindo docemente. – Sim, meus avós tinham um pequeno rancho em Smallville, você sabe, nunca fui muito uma garota da cidade grande, viver no interior de Metrópoles era assustador o suficiente para mim. – Uma pequena risada escapou, e os olhos de todos pareceram se fixar em mim. – Há algo de engraçado nisso, Mrs. Robbins? Eu sorria enquanto eu tomei um gole do meu vinho, olhando para ela de cima da taça. As sobrancelhas de Lana ficaram na expectativa quando eu coloquei a taça na mesa e lambi meus lábios. – Desculpe a interrupção, Callie, mas é que é um pouco controverso que você não goste muito de cidades grandes, mas ainda escolheu a terceira maior cidade dos Estados Unidos para viver. Seu maxilar se contraiu enquanto ela parecia lutar para manter a compostura. Mas, então, o sorriso voltou ao rosto, e ela descansou o queixo sobre as mãos dobradas. O olhar nos olhos dela me disse que em qualquer outra circunstância, ou eu já estaria nua com ela em cima de mim ou deitada em uma poça do meu próprio sangue no tapete. – Na verdade, Mrs. Robbins. – Ela pareceu querer enfatizar meu sobrenome para talvez, por uma distância ainda maior entre nós. – Minha avó paterna nasceu aqui. E eu vim para passar algum tempo com ela antes que ela morresse. Ela segurou meu olhar por um momento e eu tive que admitir que eu senti uma ponta enorme de culpa retorcendo no meu peito. Algo que foi rapidamente reprimido quando ela olhou para trás para Mike, mordendo o lábio de forma inocente que só ela poderia fazer parecer tão sexy. Pare de flertar com ele! Meus punhos cerraram quando eles continuaram a falar uns com os outros, mas minha respiração se acalmou quando senti algo tocar minha perna. Era o pé de alguém. E considerando que eu estava sentada bem em frente a maior provocadora de National City, era óbvio que ela não perderia a oportunidade com seu pé rastejando por debaixo do meu vestido. Vi seus lábios quando eles fecharam em torno de seu garfo, e senti minha calcinha encharcar quando a língua dela correu lentamente através deles para remover os vestígios da marinada deixado para trás pelo peixe. – Uau, você foi a primeira na sua turma de Jornalismo? Uou! – Ouvi Mike dizer outras onomatopeias seguidas e então ele se virou na minha direção. – Aposto que tem algum medo de minha mãe descobrir essa pequena talentosa e a tirar de você. Callie tossiu um pouco, levando o guardanapo acima do seu colo para cobrir sua boca. Ela parecia surpresa ao saber que a família de Mike era o famoso sobrenome por trás de um dos canais de notícias mais famosos da cidade. – Você não vai conseguir tirá-la tão fácil de mim, Mike. Eu sei ser bem persuasiva para manter alguém comigo, você bem sabe. E enquanto todos os outros sorriam à nossa volta, por minhas palavras quase doces, punhais eram atirados dos olhos dela em mim. De repente, senti seu pé na minha virilha, pressionando contra meu centro dolorido, fazendo-me engasgar com o vinho que ainda estava bebendo. – Você está bem, Mrs. Robbins? – Ela perguntou com falsa preocupação, e eu acenei com veneno no meu olhar. Ela sorriu e depois olhou para o lado para Mike. –Então, e você? Também trabalha com jornalismo? Um dos seus dedos do pé continuou a se esfregar suavemente contra mim, e eu tentei manter o controle da minha respiração. Quando ele a corrigiu dizendo que na verdade fazia a contabilidade empresarial e não entendia nada de jornalismo, notei o quanto seu rosto perdeu o interesse completamente. Enfiei a minha mão esquerda sob a toalha da mesa e encontrei a pele de seu tornozelo, vendo-a saltar um pouco no contato. Eu segui meus dedos em círculos de luz em torno de seu tornozelo, fazendo com que o seu pé tremesse ligeiramente. Mas, então, Mike mencionou que ele gostaria de se encontrar com ela para almoçar algum dia nesta semana. E minha mão veio para cobrir a parte superior do pé, pressionando-a mais firme contra o meu núcleo. Ela simplesmente sorriu novamente. – Você não se importa, não é, Arizona? – Mike perguntou com uma expressão alegre, o seu braço apoiado sobre as costas da cadeira de Callie, e minha perna começou a saltar para me impedir de saltar direto na sua garganta. – Oh, e falando em encontros para almoçar. – Lana felizmente interrompeu tocando meu braço com a mão. – Você se lembra da minha amiga, Megan? Você a conheceu no mês passado em minha casa. Modelo, vinte e poucos anos, minha altura, morena, olhos castanhos. Enfim, ela pediu o seu número. Você está interessada? Olhei para frente para Callie quando senti os tendões do pé apertar, e eu a assisti engolir lentamente enquanto esperava pela minha resposta, assim como minha mãe. – Claro. Você sabe bem do meu tipo e como eu prefiro morenas. Eu tinha que me abster de um grito quando eu senti seu calcanhar empurrar um pouco contra mim assim que o pé dela se afastou da minha virilha. Ela levantou o guardanapo do colo e encontrou o meu olhar de novo, seu maxilar cerrado em contenção. – Desculpe-me, eu preciso usar o banheiro feminino. Ninguém pareceu notar o enorme momento constrangedor, embora eu pudesse ver pelo semblante de paisagem da minha mãe como ela preferia não saber das minhas preferências de mulheres na mesa de jantar. – Se vocês me dão licença, eu também preciso. Meus passos ao sair da vista de todos eram apressados. Procurei em cada banheiro nos primeiros dois andares, até finalmente chegar ao terceiro andar, onde a porta do banheiro estava fechada. Do lado de fora, a minha mão sobre a maçaneta, eu travei uma batalha interna. Se eu fosse lá, o que aconteceria? Havia apenas uma coisa que eu queria fazer, mas talvez ela me esbofeteasse se eu entrasse ali. Pensei então em bater, mas eu sabia que pelos fatos ela não iria abrir. Ouvi com atenção a qualquer sinal de ruído, mas não ouvi nada. Ao rodar o botão lentamente, fiquei surpresa de encontrá-la destrancada. A raiva ainda estava correndo através de minhas veias no pensamento dele tocando nela. Eu só estive neste banheiro algumas vezes desde que minha mãe tinha reformado enorme, este era o banheiro que a Srta. Torres iria escolher para usar. Talvez ela soubesse que eu iria segui-la? É por isso que a porta estava destrancada? Meu pulso martelou furiosamente em meus ouvidos durante aquele pensamento. Era uma bela sala de estilo vitoriano. Abrigava uma banheira de pés, uma pia de pedestal, um banheiro separado e uma elegante mesa coberta com vasos espelhado e bandejas, um espelho antigo oval e várias garrafas de vidro de chumbo de loções e perfumes. Um típico banheiro de luxo, do tipo que minha mãe adorava pôr na mente aquilo mostrar ainda mais status (como se uma mansão daquele tamanho não fosse suficiente). Em cima da mesa estava uma renda fina cobrindo a janela que dava para o pátio e os fundos. Ela estava de pé, como se tivesse acabado de lavar as mãos, parecendo tão delicada naquele lindo vestido azul. Era quase como se ela pertencesse a uma das obras de arte que meu pai tanto amava colecionar. – O que você está fazendo aqui? – Ela disse baixinho, olhando-me do pequeno espelho oval em cima da penteadeira. Pegando a tampa de seu batom, colocou-o lentamente sobre os lábios perfeitos, seus olhos nunca deixando os meus. – Ah, não jogue comigo, Callie, você sabe exatamente o que estou fazendo aqui. – Respondi calmamente, chegando pra trás para girar a fechadura da porta do banheiro, o som do clique foi audível na sala silenciosa. Ainda segurando meu olhar no espelho, eu pude ver a ascensão e a queda pesada de seu peito refletindo de volta para mim. Ela estava tão excitada quanto eu estava. O pensamento trouxe o canto da minha boca para cima em um sorriso, e ela olhou para mim em resposta. – Bem, apesar do que você possa imaginar. – Disse ela pegando seus cosméticos em sua pequena bolsa, – É melhor não me tocar, sua família vai sentir sua falta e ligar os pontos. – Não se fomos rápidas. – Certo. – Ela murmurou sob sua respiração mais pesada e eu, equivocadamente, achei que ela estava entregue. – Podem não sentir sua falta, mas eu definitivamente tenho alguém esperando por mim. Foi quando Callie se virou para sair, escovando seu ombro no meu, enquanto passava. Pisando duro, eu pressionei minha mão para a porta, impedindo-a de abri-la. – Eu não penso assim, Srta. Torres. – Sussurrei, inclinando-me mais perto de seu rosto. – Eu acho que nós duas temos algo a discutir. Você não irá a lugar algum com ele. – Meus lábios levemente tocaram apenas em sua orelha, e eu senti o tremor do corpo com o contato. – Se você não tiver notado ainda, ele quer algo que eu também quero. A questão é que eu sempre ganho. E nunca divido. Seus olhos se fecharam momentaneamente com minhas palavras e seu corpo se enrijeceu. – O quanto você me quer, Mrs. Robbins? – Perguntou baixinho. Eu pude ver o efeito que eu tinha sobre ela, sua pele estava coberta de suor e sua respiração acelerada roçou a pele do meu rosto. Lentamente, ela levantou os olhos para mim e seu olhar endureceu. – Eu não só quero, como já tenho. – Não deseje o que não pode ter, eu não sou sua. – Bom, você pode pensar isso. – Sussurrei, meus lábios passando ao longo da coluna de seu pescoço. – Mas o seu corpo. – Continuei passando minhas mãos sob seu vestido – Diz algo muito diferente. Seus olhos se fecharam e ela soltou um gemido baixo quando meus dedos traçaram lentos círculos em torno de seu c******s. – Merda, assim você me fode a cabeça. – Acredite, eu estou tentando f***r você a noite inteira. – Resmunguei com a voz rouca em seu pescoço. Ela gemia com dureza após minhas palavras, e eu a empurrei contra a porta do banheiro. Agarrando cada uma de suas mãos, eu as levantei acima de sua cabeça, mantendo-as em cativeiro com minhas próprias mãos, fazendo-a gemer. Ela realmente gostava de algo mais visceral. – Oh, Deus. – Ela sibilou com a cabeça inclinada para o lado, permitindo-me o acesso ao seu pescoço lindo. – Nós não podemos fazer isso. – Corri meus lábios para baixo e em toda a sua clavícula ao seu ombro. Mudando as duas mãos em uma das minhas, me abaixei e lentamente puxei as alças de seu vestido, beijando ao longo de sua pele recém exposta. Não havia tempo, mas eu não fui tão apressada como normalmente era, queria que ela sentisse como era me ter no total controle, o que foi logo recompensador quando seu vestido estava fora do seu corpo e eu encontrei aquela droga de lingerie de renda vermelha incrivelmente sexy. p***a. Tinha alguma coisa que esta mulher fizesse que não me deixasse molhada? Minha boca se arrastou até seus s***s enquanto minha mão livre mudou-se para o fecho de seu sutiã. Não havia nenhuma maneira que eu perderia a visão de seus s***s nus neste momento. E quase tive, tomei um bico-cor-de-rosa em minha boca, ela gemia alto e seus joelhos arquearam levemente. – Shhh. – Sussurrei contra sua pele. Mesmo três andares acima ainda precisávamos ser silenciosos para o caso de algum empregado estar por perto. A levantei um pouco e ela enrolou as pernas em volta da minha cintura, trazendo os nossos corpos juntos com mais firmeza; nós duas gememos com a sensação. Soltei suas mãos e ela imediatamente agarrou meus cabelos, puxando-me para mais perto. p***a, eu adorava quando ela fazia isso. Empurrei ela mais firmemente contra a porta, percebi que haviam muitas roupas no caminho, eu queria sentir o calor da sua pele contra a minha. Ela parecia ler minha mente quando seus dedos rapidamente se moveram pela minha cintura e começaram a puxar meu vestido. A sensação de seus s***s nus contra os meus fizeram uma nova onda de luxúria disparar através de mim. O som do riso que flutuou de fora pela janela um pouco aberta, fez ela ficar tensa. Olhando para o seu rosto, eu pude ver as diferentes emoções passarem por suas feições. Seus olhos encontraram os meus e ela parecia que estava lutando com o próprios princípios por um momento. – Nós não deveríamos fazer isso. – Disse ela, sacudindo a cabeça ligeiramente. Ela fez um movimento para me mandar embora e eu empurrei com mais firmeza na porta. – Você sabe que ele está me esperando. Sua mãe também está, todo mundo lá embaixo veio aqui por isso. – E você quer ele? – Perguntei a grosso modo já não controlando meu nítido ciúme. – É ele quem você realmente quer? – Repeti, ainda mais irritada. Seus olhos penetraram os meus, mas ela não falou nada. Colocando-a para baixo me aproximei, eu puxei a penteadeira e fiquei atrás dela. De onde estávamos, tínhamos uma vista perfeita do pátio. Em especial de Mike, e que o pensamento em si quase me fez sorrir. – Você está vendo ele lá embaixo? – Perguntei, minhas mãos começaram a deslizar ao longo de seus s***s. – Olhe para ele. – Eu passava minhas mãos no seu abdômen, ao longo de sua saia e coxas. – Ele faz você se sentir assim? – Meus dedos flutuavam acima de sua coxa e na calcinha dela. Um assobio baixo escapou da minha boca quando eu senti a umidade lá. Ela gemeu e empurrou seus quadris de volta para mim, sua b***a roçando contra o meu sexo igualmente molhado. Perfeito. – O que você quer? – Sussurrei contra seu ombro. – p***a. Eu não sei. Meus dedos continuaram a deslizar entre os lábios, subindo e descendo até encontrar o c******s dela. – Oh, olhos castanhos, você sabe sim. Olhe para ele e me diga. Eu paro quando você mandar. – Ela soltou uma maldição sussurrada no uso daquele apelido, do qual eu havia criado para ela. E Deus foi tão bom dizê-lo. – Eu quero sentir você dentro de mim. – Era bom o suficiente para mim. Levei meus dedos até a entrada dela, meus dedos testando a umidade, o que era desnecessário, eu poderia apenas senti-la transbordar a distância. E então sem aviso, meus dedos foram para dentro dela. Nós duas gememos quando eu puxei para dentro e para fora, voltando a fodê-la. Me curvei e dei lhe um beijo e outro "Shhh" nas suas costas. Mais risos vieram de fora, e eu fui rapidamente levado para fora dos meus pensamentos. Mike estava lá embaixo e queria levar ela para longe de mim. Só a mera possibilidade me fez querê-la ainda mais. Sim, Arizona Robbins é possessiva como o inferno quando quer algo. E eu estava determinada em ter Callie Torres de todas as formas possíveis. Minhas paredes estavam caindo em torno de mim e agora eu não me importava. Eu precisava f***r ela forte o suficiente para que ela se lembrasse de mim esta noite enquanto ela estivesse deitada em sua cama. Minha mão livre correu seus lados até seu seio, colocando-os e torcendo seus m*****s. Quando ela gemeu mais alto, aquilo apenas serviu para inflar mais e mais o meu ego, ele não tocaria nela, não quando eu a quisesse, ela seria minha. –Você sente como meus dedos se encaixa perfeitamente dentro de você? – Comentei e ela gemeu, Callie estava chegando perto. Mas, ainda assim quando seus gritos abafados encheram o ar eu senti meu próprio clímax começar a me rasgar. Sua outra mão caiu do meu cabelo para cobrir a minha boca e eu fechei os olhos e deixei a onda me alcançar, os dedos dela estocando tão rápido quanto se podia. – Você só precisa se entregar, olhos castanhos. Lentamente abri os olhos quando todos os tremores passaram, beijei a palma de sua mão, antes de fazer questão de chupar meus dedos com seu gosto, bem na sua frente. Deitei minha cabeça contra seu ombro. As vozes em baixo continuaram e nos levaram a acreditar que ninguém tinha conhecimento do que estava acontecendo. Ela também se recostou em mim e ficou ali em silêncio por alguns instantes. Lentamente, ela começou a se afastar de mim, e franziu a testa um pouco com a perda de contato. Vi quando ela ajeitou o vestido de volta ao corpo, recuperado seu sutiã e tentou reatar as tiras dos ombros sem tanto sucesso. Quando me abaixei para puxar meu vestido, meus olhos foram capturados pelo tecido de renda rasgado de sua calcinha no chão, ligeiramente a alcancei e rapidamente a coloquei dentro do decote quando levantei. Olhei para ela novamente e a vi ainda lutando com o vestido, razão esta, que me fez aproximar do seu corpo e prender as tiras em seu ombro, sem, contudo, encontrar o seu olhar. Um silêncio desconfortável começou a tomar conta do ambiente quando eu tirei minhas mãos das tiras e me afastei dela. Eu nem sequer sei se qualquer uma de nós estávamos surpreendidas que tinha acontecido novamente. Nós duas respirávamos instavelmente, apoiando e desviando o olhar da outra antes de caminhar até a porta. Estendi a mão para a maçaneta da porta e puxei-a para abrir, e nós duas, definitivamente, não estávamos prontas para quem estava diante de nós. Ali, parada do lado de fora da porta, com os braços cruzados e sobrancelhas levantadas, estava Lana Leigh, com a expressão um tanto chocados, alternando entre nós duas e nossos vestidos desalinhados. Foi meu segundo semi ataque cardíaco da noite. – Acho que nós três precisamos ter uma pequena conversa. Agora mesmo.
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