Mike Matthew

3274 Palavras
Arizona Robbins P.O.V Passei todo meu fim de semana ocupada o suficiente para não pensar em Callie Torres. Até porque eu estava sendo responsável por Bella aqueles dois dias e como a tia maravilhosa, que eu tentava ser, sempre fazia todas as suas vontades, como comer sorvete antes do almoço. Que Lana não soubesse que eu andava mimando sua filha daquele jeito ou nossos fortes de travesseiros na sala não nos protegeria dela. Claro, eventualmente o fim de semana precisava acabar, por isso Bella foi cedo para casa e eu direto para a empresa, para outra reunião com o conglomerado Wayne. Também havia muita coisa pendente nos laboratórios que eu precisava analisar para impulsionar a pesquisa. Não podia negar que estava insegura em encontra com Callie aquela manhã, já que eu não fazia a menor ideia de como minhas últimas declarações tinham sido recebidas por ela, nem se haveria algo além de mais indiferença da sua parte. Preparei-me mentalmente para não receber as palavras mais macias, sem, contudo, conseguir prever que teria um pequeno ataque cardíaco ao vê-la. Callie estava inclinada regando uma planta, que ficava antes da porta da minha sala, em um vestido cinza carvão, de manga curta, e de gola alta. Cada curva do seu corpo perfeito estava em destaque, o que me fazia presumir que alguém lá em cima realmente me odiava. – Bom dia, Srta. Torres. – Disse da forma mais despojada que consegui. Olhar aquela garota me dava uma espécie de comichão irritante no estômago que me enjoava. Recomponha-se Ari! É apenas a Callie de sempre. – Bom dia, Mrs. Robbins. – Respondeu com certa curiosidade no seu tom de voz. – A senhora parece estar em um humor excepcionalmente cordial hoje. Alguém morreu? Como sempre ela não perdia a oportunidade de brincar com o perigo. Isso abriu um sorriso diabólico em mim. – Não, apenas fiquei satisfeita que receberei a diretora da reunião de sexta para uma conversa particular, qual o nome dela mesmo? Hm... acho que era Lauren, certo? Percebi como a menção da tal mulher a fez fechar o rosto, antes divertido, instantaneamente. Ciúmes, Torres? Eu apostava que sim. – Ótimo, somos duas. Também estou muito animada para ver o amigo da sua mãe no jantar de amanhã. Seu pai me contou tudo sobre Mike, e acho que realmente poderíamos ter muito em comum. Filha da mãe. Minha boca caiu e minhas sobrancelhas franziram. – Ah, sim amanhã é o jantar. Eu tinha esquecido completamente. – Óbvio que eu não havia esquecido daquela porcaria, apesar de Bella me manter bastante ocupada todo fim de semana. – Só não fique tão animada, às vezes meu pai esquece o tamanho do babaca que o Mike pode ser, você sabe, não quero vê-la muito desapontada. – Como se você se preocupasse muito com meu bem-estar. – Seu sorriso parecia ultrapassar os limites da ironia e, porcaria, eu queria poder calar a boca dela lhe dando um beijo daqueles! Mas segundo meus cálculos, a diretora do Conglomerado Wayne chegaria em poucos minutos. – Seria r**m para sua produtividade, Srta. Torres. – Falei simples. – E, por favor, traga dois cappuccinos lá de baixo para minha sala antes de Lauren chegar. Minha voz provavelmente soava presunçosa, mesmo não sendo minha intenção. Eu só queria sair logo de perto dela. Tinha realmente uma quantidade absurda de trabalho para ordenar hoje e sentada em minha mesa, até tentei começar a cuidar disso, mas nada parecia fluir bem. Deus, porque essa coisa com o Mike me incomodava tanto? Claro, eu sabia que a resposta podia ser ciúmes. Frustrada, me levantei e corri minhas mãos pelo meu cabelo enquanto eu caminhava para as grandes janelas de vidro. Mesmo que eu não pudesse fazer isso não parecer loucura. Como foi mesmo que aconteceu isso? Nove meses atrás, eu estava vivendo minha vida feliz em um mundo muito distante, em Paris. Eu tinha tudo que uma mulher poderia querer. Eu era rica e bem-sucedida. Eu poderia escolher qualquer mulher que eu desejasse, e agora? Lá estava eu, uma bagunça total a respeito de uma mulher que provavelmente nunca iria querer algo comigo. Fui interrompida de minhas divagações loucas por uma batida na minha porta. – Entre. – Resmunguei irritada, mas quase gargalhei ao ver que Callie transpirava chateação quando entrou na minha sala com uma bandeja de café e a tal Lauren. Aproximei-me de uma forma mais polida para cumprimentar a representante de Bruce Wayne, embora a feição de Callie ainda fosse nitidamente irritada. Espera, ela realmente estava sentindo ciúmes de mim? Isso era bom, certo? – Após essa reunião peço que cancele meus outros compromissos do dia, por favor. E me mande um e-mail com todos os detalhes. – Pedi antes da Srta. Torres sair enquanto voltava para trás de minha mesa de mogno. – Não sabia que a senhorita teria algum compromisso extraordinário hoje. Precisa de alguma reserva? –Perguntou com ceticismo, suas sobrancelhas se unindo e seu lábio inferior em um leve beicinho. – Não, você não saberia. – disse eu, de repente me interessando nos papéis na minha mesa. – É extraordinário e pessoal. – Oh. – Respondeu baixinho, mordendo o lábio inferior. – Tudo bem, estarei providenciando. Com licença. Fiquei aliviada quando a reunião acabou e tal mulher apertou minha mão se despedindo. Ela deixou seu cartão com uma mensagem a caneta com seu telefone pessoal. Ok, ela realmente estava flertando comigo. E após sua saída, antes que eu pudesse pegar meu casaco e sair, ouvi Callie entrar no elevador junto com Lauren. Para ser sincera, eu não tinha realmente um compromisso hoje, apenas pensei em passar o resto do dia longe do escritório. Talvez, fosse bom apenas ir de uma vez para o laboratório e cair de cabeça na minha pesquisa, e assim testar se ao menos no subterrâneo, eu conseguiria me isolar do efeito Calliope Torres, e claro, por aquela razão não disse para ela onde eu estava indo. Respirando fundo, puxei meu casaco a tiracolo, e bati a porta, pretendendo pegar o próximo elevador, quando, parado ofegante perto da saída das escadas, estava um homem baixinho carregando um grande arranjo de flores. – Posso te ajudar com alguma coisa? – Perguntei um tanto cética ao homem. Certamente ele tinha que estar no escritório errado. Olhando para cima de sua prancheta, olhou ao redor do escritório antes de responder: – Desculpe vir assim, gosto de subir as escadas, a senhora sabe ajuda com o coração. Tenho uma entrega para uma Srta. Calliope Torres, a senhorita conhece? Mas que? Quem diabos iria mandar flores a ela? Quem ousa "chamar" ela por Calliope? Ela estava namorando enquanto estávamos...? Eu não poderia nem mesmo terminar o pensamento. – Srta. Torres saiu para o almoço. Ela estará de volta em cerca de uma hora. – Menti em um tom um pouco mais áspero do que o habitual. Era óbvio que não era o almoço dela, ainda eram 10 horas! Eu só tinha que falar qualquer coisa que me deixasse dar uma olhada naquele cartão. – Vou assinar para ela e me certificar que ela o receba. Claro, o rapaz acabou me entregando as flores e eu as coloquei em sua mesa. Assinei a nota e entreguei-lhe uma via, tirando da bolsa uma nota de vinte dólares pelo seu silêncio e assisti felizmente quando ele se foi. Por três longos minutos me levantei e olhei para as flores, desejando deixar de ser a p***a de uma medrosa e olhar de uma vez para o cartão. Eram Rosas. Ela odeia rosas. Já a tinha ouvido falar como as achava clichê. E em seguida ri porque quem lhe enviou estas flores não sabia nada sobre ela. Até eu sabia que ela não gostava de rosas. Lexie também era uma das assistentes e já tinha visto elas comentarem no dia dos namorados anterior sobre as rosas que foram mandadas para alguém do escritório. Ela imediatamente havia se afastado, pois achava o cheiro enjoativo. Então, finalmente minha curiosidade foi mais forte que eu e arranquei o cartão fora do arranjo. Contando os dias para nos encontrarmos. Atenciosamente, Mike Mathews Uma sensação estranha se espalhou lentamente através do meu peito enquanto eu amassava o cartão no meu punho. Pegando as flores em sua mesa, eu saí pela porta, fechando-a atrás de mim, e fiz meu caminho até o elevador. Assim quando as portas se abriram, passei por um grande lixeiro cromado e sem dar uma segunda olhada às joguei dentro. Eu não sabia o que diabos estava acontecendo comigo. Mas eu sabia que de nenhuma maneira no inferno ela sairia com Mike Mathews. Tudo bem, não era como se eu pudesse impedi-la, mas eu eficientemente poderia tornar aquilo muito mais difícil de acontecer. Eu era esperta, pensaria em algo até a hora do maldito jantar. (...) Meus planos, cuidadosamente elaborados, para tirar Srta. Torres fora da minha cabeça enquanto eu estivesse no laboratório estavam indo de m*l a pior. Eu sequer apareci no escritório na manhã seguinte. Nada estava funcionando, ainda mais agora com o e******o protegido da minha mãe interessado na mesma garota que eu. E como ele poderia não estar? Aposto que ele viu todas as fotos que ela tem no i********: e, que inferno, minha mãe deve ter feito a maior propaganda do mundo sobre o quão inteligente, gentil e fofa ela era. Que cara não estaria interessando? O som do volante de couro esticando sob meus punhos quando acelerei em cima de uma lambada me tirando da trip de pensamentos que eu estava. Pensar em Callie Torres não era nada seguro. Eu soube disso desde o primeiro momento que a vi. E como a i****a que eu sabia ser, lembrava muito bem da minha vez a que a vi. Meus pais vieram me visitar em um Natal, antes de Tim ficar doente, quando eu estava vivendo em Paris, e um dos meus presentes foi um porta retrato digital. Ao passar as fotos com a minha mãe, eu parei em uma incrível dos meus pais e uma bela moça de olhos castanhos. – Mãe, quem é essa garota com você e papai? – Lembro-me de perguntar. Ela explicou que o nome dela era Calliope Torres ou apenas Callie Torres, e que ela trabalhava como assistente de um dos executivos de nível inferior, e que todos eles apenas a amavam. Ela estava, provavelmente, com vinte e um anos na fotografia, e eu imediatamente pensei que ela era uma das mulheres mais bonitas que eu já vi. Ela não era o tipo de garota que eu geralmente saía, mas eu estava fascinada com ela mesmo assim. Esfregando minha mão na minha cara, fiquei ainda mais revoltada com a memória agora do que quando isso aconteceu. Olhei para o relógio e vi que eu só tinha uns dez minutos antes de chegar, sem arruinar minha reputação de certinha e pontual. E eu ainda não sabia nem qual era o meu plano. Claro, se eu fosse mais inteligente poderia ficar todo jantar só escutando, calada, mas esse não era o jeito que eu costumava fazer as coisas. Eu sempre fui muito determinada e calculava cada ação que eu precisava tomar. E eu sabia que se eu pudesse fazer isso essa noite, as coisas ficariam mais fáceis. Tinham que ficar. Teríamos a porcaria de uma conferência em Gotham chegando e se esta merda não acabasse logo, quem sabe o que aconteceria? Certo. Eu precisa que ela continuasse comigo em qualquer que seja a relação doentia que estávamos desenvolvendo de forma s****l antes da minha mãe intervir com aquele jantar. Deus, apenas a imagem de tê-la nua e em cima de mim na cama do hotel em Gotham fez meu corpo tremer e encher meu peito de determinação. Como no inferno eu passaria esta noite sem querer prensá-la contra a porta de um dos quartos de hóspedes? Entrando pelo portão da mansão que era a casa dos meus pais, tentei limpar a cabeça de todos os pensamentos sexuais. Foi mais difícil do que eu poderia ter imaginado. Estacionei o carro e caminhei para dentro enquanto cantava mentalmente "Você pode fazer isso" esse seria meu mantra da noite. Entrei na casa e atravessei a sala de jantar só para ver que a mesa não tinha sido colocada ainda. – Mamãe? – Eu chamei, curiosa, olhando em cada sala que eu passava. – Aqui fora, Ari –. Ouvi sua voz chamando do pátio dos fundos. Abri as portas francesas e fui recebida com o sorriso da minha mãe quando ela dava os últimos retoques na mesa ao ar livre. Inclinei-me para que ela pudesse me beijar, passando a mão em meus cabelos soltos como se eu ainda fosse seu bebê, ao fim do carinho, perguntei. – Então por que estamos comendo aqui fora esta noite? – É apenas porque está fazendo uma linda tarde, e eu pensei que poderia fazer com que todos ficassem mais à vontade aqui. Você não acha que ninguém vai se importar, não é? – Ela perguntou, subitamente preocupada. – Claro que não, está tão bonito aqui fora, mamãe. Não se preocupe. – E realmente estava lindo. O grande pátio estava coberto com flores lilases que eu não sabia o nome. No centro estava uma grande mesa de jantar retangular de oito lugares, que estava coberta por uma toalha macia marfim e pratos antigos também de cor marfim. Velas e flores azuis de lavanda transbordavam dos jarros de prata pequenos colocados no comprimento da mesa. Pendurado sobre a pérgola estava um candelabro de cristal, a coisa toda parecia algo saído de uma publicação da Better Homes & Gardens. – Você sabe que nem mesmo eu posso evitar que nossa pequena Bella arranque estas coisas para fora da mesa, não é? – Eu questionei quando eu peguei uma uva em uma bandeja sobre o aparador. Eu podia apenas imaginar o que aqueles pequenos punhos gordinhos fariam com todas as coisas delicadas colocadas em cima da mesa diante de mim. – Querida, você realmente não achou que eu iria deixar nosso bebê vir a um jantar de adultos, não é? Se Bella estivesse aqui toda a atenção estaria sobre ela. – Respondeu alegremente. Merda. Com Bella no meu colo, eu teria algo para me distrair de Mike-i****a-Mathews despindo a Srta. Torres mentalmente bem na minha frente. – Sem falar o que ela faria à minha mesa. De qualquer maneira esta noite é toda de Callie. Estou realmente esperando que ela e Mike se deem bem. Você sabe como eu adoraria ir ao casamento dela com um príncipe desses. – Continuou passando rapidamente ao redor do pátio, acendendo velas e fazendo retoques de última hora; completamente inconsciente da minha angústia. Eu estava ferrada. E sinceramente, já cogitando ir embora, quando ouvi a voz melodiosa de meu irmão entrando na casa. – Onde estão todos? – Ele gritou, sua voz grave ecoando pela casa vazia. Abri a porta para minha mãe, que entrou na casa, encontrando o meu irmão na cozinha com Lana. – Entãooooo, Ari, minha irmã... –Disse ele rindo, apoiando seu corpo contra sua bengala. – Animada para essa noite? Aposto que já achou graça de mamãe querendo arrumar outro casamento. – Estou normal, porque a pergunta, Tim? – Bem, essa deve ser uma noite interessante, assistir Mike tentar algo com a senhorita Torres na frente de todos. Pode ser uma noite inesquecível. Você não acha? Assim que ele estava puxando um pedaço de pão de um dos pães grandes sobre o balcão, Lana parou de rir das suas colocações e deu um tapa nas mãos dele. –Isso não está na sua dieta, querido. Escute seu médico por favor. E nada de por muita expectativa sobre essa trama toda de Bárbara, já que todos sabemos que a pobre Callie já aguenta o suficiente de uma Robbins por toda sua vida na terra. – Do que você está falando? – Perguntei, em um tom irritado. Eu estava ficando cansada da minha família tomar sempre partido por Callie. – Eu não faço nada demais com ela. Lana e eu poderíamos ser facilmente irmãs de sangue, se claro... ela não fosse casada com o meu irmão. Ela sempre foi uma amiga incrível, mesmo quando Tim fez merda uma vez e ela terminou tudo com ele. Ela havia sido a primeira pessoa que eu contei sobre só gostar de garotas e ela me deu colo e apoio para contar para toda a família. Óbvio, eu a amava demais e todos brincavam que éramos tão parecidas na questão da personalidade. Ou seja, Lana era incrível para se ter do seu lado e NUNCA contra você. Para o seu próprio bem, claro. Quando ela cruzou as mãos no peito e arqueou a sobrancelha para mim, automaticamente, percebi que ela havia percebido algo. Droga! – Não se faça de inocente, Ari. Você sabe que é uma bela de uma obcecada por trabalho e não alivia para a garota. Nisso eu precisava concordar, mas felizmente, não precisei dizer nada uma vez que a campainha tocou. Meu ritmo cardíaco acelerou com a possibilidade de que fosse ela e algo na minha expressão deve ter mudado, pois Lana, novamente, arqueou a sobrancelha. Eu ouvi meus pais indo para a porta e senti uma sensação de alívio ao saber que era apenas Mike. Ok, eu podia lidar com o babaca até bem demais. Nós chegamos a estudar juntos e sair com a mesma turma de amigos durante o ensino médio, mas nunca fomos realmente próximos. Tanto que não o tinha visto desde que voltei para casa. E se eu fosse sincera, infelizmente ele não era tão babaca quanto eu constantemente o taxava na minha mente, ele era apenas... e******o, e nem um pouco merecedor de uma mulher forte e decida como Callie Torres. Não que eu me achasse, mas se eu não era, Mike não tinha a menor chance. – Hey, Ari. – Disse animadamente, estendendo a mão para apertar a minha. – Nossa, parece uma eternidade que não nos vemos em. Como sempre ele tinha observações redundantes e nem um pouco originais. – Sim, desde que acabou o ensino médio, eu acho. – Respondi com firmeza, apertando sua mão. – Como tem passado? – Ótimo. As coisas têm sido realmente boas. E você? Eu vi suas fotos em todas as revistas e redes sociais, então eu acho que você está fazendo um ótimo trabalho como sempre. – Respondeu com um sorriso sincero, batendo de leve no meu ombro. Eu dei um aceno pequeno de cabeça e um sorriso forçado em retorno. Deixei que ele falasse com o resto da minha família, pois não me sentia nem um pouco paciente para escutá-lo além do necessário. Acabei subindo as escadas e indo ao meu antigo quarto para pensar. Bastou caminhar através da porta, eu me senti mais calma. O quarto tinha mudado um pouco desde que eu tinha dezessete anos, mesmo quando fiquei fora do país, os meus pais o mantiveram praticamente do mesmo jeito que no dia em que saí para a faculdade. Sentada na minha cama velha, olhando meu poster dos Beatles eu pensei nela realmente se envolvendo com o Mike. Não era tão impossível assim eles se darem bem. Claro, que pelo inferno, apenas o pensamento de outra pessoa tocando a pele dela, já era capaz de fazer todos os músculos do meu corpo doerem. Pensei novamente naquele momento na Robbins Corp, quando disse que ela seria a única se quisesse. Era tudo verdade, mas ela não parecia nem perto de ceder. Talvez, voltar de Paris tivesse sido de longe a pior decisão que eu já tive.
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