Quando retorno para o carro, Hunter está roncando feito o motor de um trator de cinco décadas passadas. Não contei todos os detalhes para Sean porque não quero ele me provocando e criando espectativa em cima de algo que não existe. — Hey. Onde é sua casa? — ligo o carro e fico um pouco nervoso, porque faz um bom tempo que andei no carro da minha mãe, embora tenha carteira de motorista e seja habilitado. Hunter murmura um endereço, ainda com os olhos fechados, então eu saio do estacionamento e começo a dirigir pelas ruas silenciosas e molhadas, com receio de que se andar mais rápido do que 40 quilômetros por hora ele possa vomitar aqui dentro. Além disso, preciso ficar checando o GPS, porque não sei andar direito por essa cidade ainda. Já que vivo praticamente 24 horas do meu dia no Campus

