Levo a mão direita ao rosto para afastar uma das mechas do meu cabelo, mas um beliscão me impede. Levanto o meu braço até o mais perto dos olhos para entender o motivo do desconforto. Meu pulso está costurado até onde os cortes foram feitos. Apesar do sangue já limpo e praticamente invisível, eu ainda posso sentir o cheiro de ferro e pus. Giro a cabeça sem o menor cuidado e logo me amaldiçoo pelo movimento, sentindo-a pesada e dolorida. Há uma dor abaixo de meus cabelos, quase próxima da minha nuca. Tento alcançar a dor com a outra mão, meus músculos relaxam, e finalmente me convenço de que não tenho forças. Uma discussão acontece bem ao alcance dos meus ouvidos, estou pronta para pedir que as vozes calem a boca quando percebo que a conversa se desenrola fora da minha cabeça, por pessoas

