— Você estava comigo quando a minha mãe morreu. A palidez no rosto de Andrew é substituída por um interesse em tom de rubor. Ele suspira, e por um breve segundo, posso jurar ver uma mancha acima do que tento me convencer ser genuíno. Eu me lembro de cada detalhe daquela maldita manhã, até mesmo da sensação de conforto que o vapor do meu chocolate quente trazia ao entrar em contato com meu rosto. Vi, pela segunda vez, minha mãe sendo levada nos braços do meu pai por não conseguir caminhar por conta própria. O seu sangue esparramado pelo tapete da sala. Os empregados me olhando com expressões inseguras e comovidas. Eu não entendia naquela época que o pior era previsível. Minha mãe foi a primeira pessoa a saber que não havia conserto para o seu problema. Andrew me oferece uma espécie de so

