Eu acordo ouvindo uma conversa não muito distante. Meus olhos correm pelo entorno, reconhecendo imediatamente o quarto em que estou. A câmera no alto da parede não me deixa enganar que estou novamente hospedada na ala quatro. Minhas costas doem com o esforço que faço para me sentar e assim que encontro uma jarra de água em cima do criado-mudo, percebo que a sede resseca os meus lábios e arde em minha garganta quase como um resfriado. Bebendo direto da jarra e ignorando o copo de vidro, sigo com o olhar uma linha reta até a porta e franzo o cenho ao vê-la totalmente aberta. — Ah! V-você acordou... — comemora uma voz que vem da porta. A garota de olhos esbugalhados se aproxima com um leve sorriso no rosto, seus passos lentos e arrastados trazendo-a para perto da minha cama. Ela se sent

