Capítulo 37

3106 Palavras

Novembro, 2005. Chorar parecia um verdadeiro privilégio. As lágrimas banhavam o seu rosto com o calor da sua solidão, trazendo o mais próximo de um alívio que ela jamais encontraria. A menina pedalava sua bicicleta a toda velocidade. Dessa vez, não estava fazendo aquilo para chamar a atenção dos pais, muito menos para aproveitar o fim da tarde. Estava fugindo de si mesma. O vento frio ricocheteou em seu rosto e seus cabelos cobriram brevemente a sua visão. Por um momento ela pôde imaginar como tudo seria sem as lágrimas e sem a dor. Perdera sua mãe há exatos sete meses, e ainda sentia a faca em brasa que atravessava o seu peito em uma dor recente. Os pesadelos noturnos não permitiam que ela dormisse. Perdera a mãe e sentia como se tivesse perdido toda a sua família. Um pai ausente, avós

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